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terça-feira, 28 de maio de 2024 – 19h43

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Entusiasta do empreendedorismo e do marketing criativo, amante das descobertas e da história dos lugares

Foto: Lula Castello Branco / Agência NC

Fernando Peron é entusiasta do empreendedorismo e do marketing criativo, não convencional. Pesquisador, amante das descobertas e das histórias por trás dos lugares, abraçou o estado de Alagoas e foi abraçado pelo povo alagoano, que o recebeu das terras paulistanas para uma aventura exitosa de negócios, contatos, amizades e lucros. 

Palestrante, é formado em Marketing, com pós-graduação em Marketing Digital. Em Alagoas, há 19 anos, valorizou as oportunidades e colocou em prática aprendizados do caminho que o fez chegar a Maceió, com cem reais no bolso, idealizar e construir, em sociedade, um dos melhores bares das noites alagoanas, famoso na região Nordeste, o tradicionalíssimo Boteco Lugar Nenhum.

Nas mesas de seu bar, com a tranquilidade de quem sabe construir a própria trajetória, conversou com o NC sobre o potencial econômico de Maceió, as parcerias construídas na cidade, os planos de expansão dos negócios e o bom aproveitamento do tempo. “Eu trabalho o tempo todo para ter tempo”, para ter “uma vida muito tranquila em relação a poder tomar conta e decidir aquilo que eu quero fazer”. 

Leia a entrevista completa abaixo.

Notícias do Centro – Garçom, barman, sommelier, empresário, professor, pesquisador, apresentador e palestrante. Um entusiasta do empreendedorismo. Quem é hoje Fernando Peron?

Fernando Peron – Cara, eu acho que hoje, basicamente, é empresário e palestrante. E, nas minhas horas vagas, ainda celebro casamentos. Tem um tempo já. Eu geralmente só faço em [São José dos] Milagres, né? Eu trabalho muito com a Mamá, trabalho com indicação, eu não criei, foi uma coisa que apareceu, muito sem querer. Eu tenho um negócio comigo que é, se eu tenho tempo livre e posso monetizar, eu monetizo. Então, sempre que posso ganhar dinheiro, vou ganhar dinheiro. Eu tenho, lógico, as minhas obrigações aqui no bar, o que me leva muito tempo, mas, geralmente, os casamentos são aos sábados à tarde; então, final de semana são os dias que eu menos trabalho, né? Porque, assim, meu sócio tem uma função bastante importante aqui, ele é o gerente da casa, e aí, então, eu tenho tranquilidade. A gente brinca que aqui é a Disney, eu trabalho durante o dia para a magia acontecer à noite. Só que, quer dizer, o contrário. O pessoal trabalha a madrugada inteira para magia acontecer durante o dia. Eu fico aqui mais durante o dia. A minha área é mais o marketing, as parcerias, e o meu sócio está aqui à noite. 

Aconteceu de aparecer um casamento, e eu inventei de fazer e deu muito certo. Inclusive, daqui para o final do ano, até o começo de dezembro, eu estou sem final de semana livre. Só de casamentos. Eu sou o celebrante social, eu que apresento o casamento, não sou juiz de paz. Quem me contrata geralmente não quer nada muito romântico, nem nada muito ecumênico. Eu não faço nenhuma das duas linhas. Eu não sigo a base de religião e também não sigo base romântica. Eu sempre falo que a minha base é mais filosófica, eu uso humor para fazer, para celebrar. Geralmente, eu mando uma ficha para os noivos. Eles respondem separados sem o olhar do outro. A data de quando conheceram, quem deu em cima de quem, o  primeiro beijo, essas coisas. Faço um monte de perguntas e construo a história em cima delas. Então, é um momento único para eu contar a história deles, desde quando se conheceram até o momento que estão ali, casando. Faço isso com humor. 

Mas minha principal atividade hoje é realmente o bar. Principalmente agora pela formatação da franquia. Como franquia, esse é o nosso primeiro ano de venda, de uns cinco meses para cá… Nossa meta aqui é vender uma esse ano. Têm aparecido pessoas, mas, no momento, temos que tomar muito cuidado de quem vão ser os franqueados, para não abrir e fechar. A gente está um pouco criterioso nessa parte. E, vender a primeira, é sempre a mais difícil. Então, está tudo formatado, tudo certinho, daqui a pouco o Boteco Lugar Nenhum no Brasil inteiro. 

Foto: Lula Castello Branco / Agência NC

NC – Qual o diferencial do Boteco Lugar Nenhum em relação aos outros bares da cidade?

Fernando Peron – A gente foca muito na experiência, nossa preocupação é com o cliente. Não temos uma cozinha extraordinária, é simples e muito bem feita. Não tem porção gourmet, é tudo muito comum. Bolinho, pastel, costela de porco, sanduíche, espeto, é bem básico, bem feito. A gente é muito preocupado com a banda que toca, a forma que toca, com a forma que os clientes se sentem. O bar se comunica com o cliente o tempo todo. A gente realmente cria momentos de experiência, momentos de memória para o cliente. Um diferencial que a gente tem, todos os garçons, que entram aqui, passam por um curso de fotografia de celular. Se o garçom tira aquela foto ruim, aí você não posta, e a gente quer que o cliente poste a foto. Então buscamos vários pontos que chamamos de pontos de contato com o cliente, para fazer com que ele tenha momentos agradáveis. Afinal de contas, o cara vem para o bar, ele quer ter um momento social, com os amigos, uma noite agradável. Então, a gente foca na preocupação com a música, o ambiente, a forma que ele é atendido. Claro que, como eu falei, a minha cozinha é muito simples, mas é bem gostosinha. Tudo isso conta bastante. 

NC – Querem expandir para o Brasil todo? 

Fernando Peron – Nós criamos um modelo de gestão ágil, de gerenciamento de marketing. O Boteco é um lugar muito conhecido aqui em Maceió, é um pouco conhecido também na região. Tem gente que vem de Recife e diz que veio para conhecer o bar. A gente já postou isso várias vezes. Aracaju também, gente diz: ‘eu vim porque o seu bar lá é muito conhecido’. A gente acha massa. Se abrir amanhã, por exemplo, em Recife, a gente tem que fazer um trabalho para que as pessoas conheçam o bar. Então, se vamos entregar para alguém, não adianta só ter o nome, é preciso ter um nome, mas a gestão também. 

A gente entrega o bar e a gestão. Muita gente tem vontade de abrir alguma coisa no ramo de gastronomia, tem a grana, mas às vezes não tem know-how. A gente quer entregar já completo para que o cara tenha o controle da empresa desde o primeiro dia. Acho que o lance da franquia, principalmente, é você encurtar o caminho do cara, para não cometer erros que geralmente a gente comete quando está começando, em qualquer negócio que a gente não tem know-how. Então, imagina, eu encurto setenta por cento. Eu entrego tudo paro cara. 

NC – E o Fernando professor, pesquisador, esse outro lado seu? 

Fernando Peron – Pesquisador eu não vou deixar de ser nunca. Eu sou muito curioso. Eu tenho um projeto que infelizmente a gente parou na pandemia, não conseguiu retomar, que chama “Contando Alagoas”. Sou eu e o Rafael Alves, um jornalista amigo meu. Essa é a minha base de curiosidade de pesquisa. Então, a gente começou esse projeto porque eu brincava com ele, que eu falava que estava cansado de contar as histórias de Alagoas para os alagoanos. Eu tô aqui há dezenove anos e tem muita história legal em Alagoas. A gente criou o “Contando Alagoas” e começou a contar essas histórias. Tem coisas que são marcantes para mim, por exemplo, de saber que a jangada que está na praia [da Pajuçara] é uma homenagem aos jangadeiros alagoanos, e está lá por conta de um vídeo da gente. 

Eu achava que todo mundo conhecia essa história, mas as pessoas não conheciam. Na época, o secretário de sustentabilidade [secretário municipal de Desenvolvimento Sustentável] Fábio Palmeira, junto com o Ministério Público, fizeram uma homenagem. A gente criou nosso primeiro vídeo, foi sobre a Estátua da Liberdade. A prefeitura foi lá e reformou. Pra gente foi um marco muito legal. Aí, em 2019, por conta desse projeto, eu ganhei o título de Cidadão Maceioense, pela Câmara Municipal de Maceió. Agora eu sou daqui. Quem encabeçou foi o Lobão, ele quem levou para Câmera. Já conhecia o Rafa e sabia que a gente era de fora, porque eu sou de São Paulo e o Rafa do Rio [de Janeiro]. 

Eu sempre pesquisei muito, eu gosto muito de ler e pesquisar. Isso acabou me levando a conhecer bastante Alagoas. Eu faço isso para o empreendedorismo também. Então, eu estou sempre pesquisando o que tá acontecendo, o que já aconteceu, o que a galera faz de diferente, eu gosto muito disso. Eu acho divertido. Eu sempre falo que a gente tem uma base, todo mundo tem uma basezinha de fofoqueiro no fundo. A gente gosta de saber das informações. Então, eu sou assim, adoro ter informação. Tenho curiosidade total. É importante, eu sempre falo, não sou fofoqueiro, mas só para me informar. Mas, aí, todo mundo tem essa base, a gente gosta de está sempre tendo alguma coisa para falar pras pessoas, né? A gente tá numa roda de conversa, entre amigos ou com outras pessoas, e ter o que falar. Eu sou muito entusiasta, principalmente de quem cresceu sua empresa de forma inusitada, diferente. Enfim, eu sempre leio mais sobre pessoas do que sobre coisas. Eu sempre digo isso.

Foto: Lula Castello Branco / Agência NC

NCDo Nada para Lugar Nenhum é uma história maravilhosa, linda, envolvente, intensa e reflexiva. Um roteiro best-seller. De São Paulo para Maceió, você sente que já alcançou algum lugar ou ainda busca o ‘lugar nenhum’?

Fernando Peron – Eu, na verdade, sou adepto de que a chegada não existe, sabe?  Ouvia muito isso quando era criança, que a gente tinha que fazer alguma coisa pra chegar lá. E, aí, você cresce e  descobre que lá não existe. Lá o quê? Lá onde? É muito mais fácil falar hoje do que eu aprendi, quando a gente já tem uma estrada. Então, se eu perguntar para você, por exemplo, o que você já tem de jornalismo, você vai dizer o que você mudou de quando você começou e a estrada que você tem. A gente só aprende vivendo. Mas eu aprendi já, alguns anos atrás, a curtir a jornada, muito mais do que a chegada. Então, eu acho que não tenho, eu tenho, lógico, que eu não tenho objetivo, eu tenho objetivos a serem alcançados, mas a jornada até lá, para mim, é muito mais divertida. Então, foco muito mais no que eu estou fazendo no dia a dia, nas construções que eu tenho feito, porque, quando a gente foca muito na chegada, a gente acaba esquecendo o caminho para chegar lá e aí fica ansioso, fica frustrado e, às vezes, não percebe nem que está no caminho certo para fazer aquilo, porque nem sempre o caminho é rápido. 

Hoje, eu aproveito muito a jornada. Deixei de acumular coisas, deixei muito de sonhar em ter uma casa na praia. Eu prefiro acumular experiências. Prefiro pegar uma grana e passear com meus filhos. Pegar os meus filhos e curtir um final de semana em qualquer lugar. Eu viajo o estado inteiro, sempre mostro que tem muita coisa em Alagoas. Hoje eu acumulo muito mais experiência e prefiro ocupar o meu tempo na construção. Eu acho que isso realmente é a estrada, sabe? Por exemplo, como palestrante, eu estou na melhor empresa de palestrantes do Brasil, que é a Polo Palestrantes. Então, para mim, está ótimo. Eu já poderia dizer, ‘nossa, primeiro palestrante, eu já estou lá’, mas não, eu ainda tenho muita coisa para fazer. Eu vou fazer ainda muito evento pelo Brasil inteiro de graça, porque é um caminho até você ter autoridade. 

Como meu conteúdo é marketing, porque é a minha formação, “Do Nada para Lugar Nenhum” acaba sendo a palestra que mais me contratam, porque realmente é uma história. Ela inspira bastante, porque é justamente o ponto de como eu cheguei aqui, com cem reais no bolso, morando numa barraca de camping, não conhecia ninguém e fui construindo isso aí. 

O que eu falei, a jornada. Hoje, eu olho para trás e vejo, de palhaço na Circus Pizza, na época em que eu cheguei aqui. Isso moldou quem eu sou hoje. Tive que fazer panfletagem no sinal, entender de publicidade, tudo me ajudou a escolher na hora que eu quis fazer minha faculdade, em vez de ir para a gastronomia, que sempre foi a minha área, eu escolhi marketing, que me ajudou muito, porque, assim, eu podia ser formado em gastronomia, talvez minha cozinha fosse realmente uma cozinha muito legal, talvez melhor do que ela é, mas talvez o meu bar não fosse tão divertido quanto ele é para as pessoas. Eu consegui juntar os dois mundos. 

Então, isso para mim é bacana, é contar para as pessoas e mostrar que você pode fazer sempre melhor, pode fazer todos os dias alguma coisa e isso vai te levar para algum lugar. É como eu conto na palestra, que lugar nenhum, o nome do bar, é por conta disso, porque eu ouvia muito de que não ia chegar a lugar nenhum, algumas coisas que eu queria fazer. Porque eu era preguiçoso, só pensava em jogar videogame, eu não queria estudar, eu tinha que fazer outras coisas. Eu queria saber tudo da televisão, quando eu era mais novo, porque eu amava os trapalhões. Eu quis ser barman por conta de um filme com o Tom Cruise, o “Coquetel”. Eu sempre ouvi muito em casa, de que nada disso me levava a lugar nenhum. Mas, aí, desde os meus dezesseis anos, eu botei na cabeça que um dia eu teria um bar chamado Do Nada para Lugar Nenhum.

Foto: Lula Castello Branco / Agência NC

NC – Humorista fundador do primeiro grupo de stand up comedy de Alagoas, chamado “Sururu Comédia”. O bom humor é chavão para abrir grandes portas? 

Fernando Peron – O bom humor transformou a minha vida em tudo. Eu sempre tive várias barreiras, por conta de criação, crenças limitantes, vir de um lugar muito humilde, muito pobre e, quando eu comecei a fazer humor, agradeço sempre a Marlon Rossi, que me convidou a fundar o primeiro grupo daqui, chamado “Quatro por Quatro”. O grupo durou pouco tempo. Eu, Marlon Rossi, Caique Marques e o Ed Gama, que depois virou o “Sururu Comedy”. Eu e o Ed Gama, e o Rafa fez um par também. Aí, cara, foi quando eu aprendi a rir de mim, dos meus defeitos e ver que depois estava tudo bem, que as pessoas riam, achavam divertido e que depois elas continuavam sendo minhas amigas, elas iam gostar de mim da mesma forma. Isso mudou muito a minha forma, ajudou muito na construção do que eu tenho dentro do meu bar, ajudou muito na construção do tudo que eu faço, na minha palestra, em tudo que eu falo. Não consigo fazer nada que não seja com bom humor. Eu apresento o evento, eu faço com bom humor; eu faço palestra, eu faço com bom humor; eu vou fazer casamento, eu faço com bom humor. Eu não consigo dissociar o humor. Eu acho que o humor abre portas, não só grandes, ele abre poucas portas. Acho que se você lidar com leveza, qualquer situação, você consegue talvez enxergar isso até de forma mais tranquila. Se a gente for colocando peso, né, começa a ficar ruim. Eu sempre digo o exemplo de um cemitério em Fortaleza, que é bem famoso por conta disso, é bem legal. Tudo o que acontece vira meme, e o cara é um cemitério e tem milhões de seguidores e a galera ri para caramba. Cemitério legal, você vê, né? Lidar com a morte, lógico, é como ele se porta na rede social, mas, claro, com certeza eles são sérios. 

NC – O Sistema S abriu experiências enriquecedoras? Fale um pouco dessa relação.

Fernando Peron – O Sistema S formou a minha carreira, porque foi a minha primeira oportunidade dentro da área. O primeiro curso que eu fiz foi de garçom, dentro do sistema S, me ajudou e lá dentro foi meu primeiro contato com o bar, porque eu tive a possibilidade de ir para o bar fazer voluntariado. O curso de barman eu descobri que era caríssimo e não tinha dinheiro para fazer. Mas, pesquisando na internet, conheci o hotel-escola Águas de São Pedro. Você vai para lá, faz uma prova e, se você passar nessa prova, você é selecionado, você entra e vira um aluno. É um curso de quatro meses dentro do hotel, você meio que paga o curso trabalhando. Então, eu saía das minhas aulas e corria para o bar, passava lá o dia todo, porque eu estava realmente focado em aprender sobre bebidas. Tive um grande mestre lá, que é o Elbio, até hoje é meu amigo. Lá também tive meu primeiro contato com a área de sommelier e foi legal também, porque eles criaram o curso de sommelier, eu também não tinha como pagar, aí me ofereci para trabalhar na secretaria de lá. Trabalhei um mês e meio na secretaria, dois meses praticamente na secretaria do Senac, do Hotel Escola para fazer o curso de sommelier. Paguei, ajudando a organizar os arquivos. 

Então, o Senac me abriu muitas portas. Depois que eu comecei a trabalhar e ganhar experiência. E aí quando eu venho pra Maceió, com sete meses que eu tava aqui, conheci uma pessoa que era professora do Senac que me perguntou qual era a minha área e eu falei que eu era barman e tal, já estava formado, e ela me disse que essa área estava sem professor aqui,  e eu ainda estava com a cabeça da passagem, tipo, eu não ia passar aqui muito tempo, já estava a sete meses, mas assim, a ponto de ir embora. Então pensei no currículo, de ter passagem no Senac, como uma instituição, para mim seria muito importante. Fui lá, fiz a micro aula e entrei, aí os seis meses viraram nove anos. Foram nove anos no Senac como professor. Foi nessa época, um pouco depois disso, quando entrei na faculdade e escolhi fazer Marketing. Faço a minha pós-graduação em Marketing Digital, enfim, depois me certifiquei neuromarketing, gestão de projetos, gestão de inovação, marketing e assim vai. 

Mas, dentro do Sistema S, como na área do curso, eu era professor do Curso Total de Garantia, dava aula de garçom, era só a parte das bebidas, tirando a parte de cozinha, dava aula de vinhos. Depois que eu me formei, eu continuei lá. Eu dei aula até na área de gestão, de turismo, porque eu tinha trabalhado com recreação durante um tempo, mas a minha área principal sempre foi o gosto do mundo, sempre foi linha da gastronomia. As outras áreas eram satélites e aparecendo oportunidade eu ia dando aula. Então, as coisas foram acontecendo. 

Foto: Lula Castello Branco / Agência NC

NC – Existem termos e palavras frequentes em seu vocabulário: desenvolver, habilidade empreendedora, despertar, solucionar problemas, mentalidade empreendedora, um profissional melhor, uma pessoa focada, conteúdo, liderança, inovação. São essências de sua vida real? Estão dentro de você? 

Fernando Peron – Sim. Na verdade, até demais. Inclusive, eu tenho um problema muito sério de não conseguir não viver aquilo, de eu pregar uma coisa e viver outra, não cola muito. Por exemplo, do empreendedorismo, eu falo sempre que empreender não é título, né? Às vezes até eu falo que sou empreendedor. Não, não sou, estou empreendedor. Eu acho que eu sempre fui, porque o empreendedorismo são habilidades. Você ser empreendedor tem a ver com solução de problemas e habilidades para resolver problemas, que é o que a gente faz o dia todo. Porque tem muito empresário que não é empreendedor, tem muita gente que tem CLT e é empreendedora. Eu descobri que era empreendedor, quando o termo aparece, e você olha assim, ‘caramba velho, eu sempre fui isso aqui porque em todo lugar que eu trabalhei, por onde passei, sempre fui a pessoa questionadora’ e quando eu falo questionadora não é o cara que fica ‘ah porque tem que fazer isso?’, mas ‘por que funciona assim?’ E eu estou enxergando o que a gente pode fazer de uma forma um pouco mais rápida, pode fazer de uma forma um pouco melhor e, lógico, nem todo lugar te dá a oportunidade de falar e de ser ouvido. 

Mas, os lugares que deram, muita coisa deu certo, teve coisas que não, normal, a vida é feita de teste. Quando a gente aprende que pode errar e não tem problema nenhum nisso. Eu sempre falo que a visão empreendedora tem muito a ver com isso. Ela tem a ver com, como é que eu olho para os meus problemas, que estão à minha volta, porque eu acho assim, problemas a gente vai ter o tempo todo, acho que o grande lance é o que a gente faz com o problema. A gente tem várias formas de fazer, a gente olha o problema, põe um peso e diz que não vai conseguir, a gente olha o problema e fala ‘cara de uma forma ou de outra ele vai ter que se resolver’, e eu tive que aprender isso com o tempo, também sempre fui muito dramático. O problema era aquele cara com o pneu do carro furado, descia do carro e chutava o pneu. Aí você vai aprender, o pneu encheu por eu ter chutado ele? Não encheu, tive que, do mesmo jeito, pegar a chave, levantar o carro e trocar o pneu. 

De repente você começa a perceber que é isso, ter a tranquilidade de ver as coisas. Se você tem tranquilidade de olhar, resolve as coisas mais rápido, resolve melhor, além de não ficar se lamentando. Então, aplicando isso no seu dia a dia, transforma totalmente sua forma de trabalhar, transforma a sua forma de ver as pessoas, o mundo, transforma a sua forma de lidar na sua casa, com seus filhos, enfim, com o casamento, porque a gente está o tempo todo resolvendo problemas, não importa o tamanho. Estamos sempre resolvendo algum tipo de problema, pequeno, médio ou grande, e a gente tem que achar a forma de trabalhar de um jeito que seja tranquilo, que a gente consiga resolver e depois tenha tempo. E, aí, você só faz isso tendo uma cabeça de inovação, sabendo que a gente pode sempre melhorar qualquer processo, que ele pode ser melhorado, que a cabeça do empreendedor de saber que todo problema tem solução. Acho que a única coisa que a gente ainda não consegue solucionar, talvez, é a morte. Talvez daqui a pouco nem duvido muito. 

A gente é que bota a barreira para tudo, né? A gente bota a barreira em pedir ajuda para as pessoas, a gente bota barreira em, às vezes, se aproximar de alguém que pode nos ajudar. Eu sempre falo ‘cara, a gente vai quebrando essas barreiras’. Às vezes, é bom chegar para alguém e dizer assim ‘cara, todo um problema, às vezes a pessoa de fora pode te dar uma solução’. Você não precisa gritar para todo mundo, mas pode chegar paras pessoas falar assim, ‘ó, eu estou com um problema e talvez vocês possam me ajudar a resolver’. Isso faz bastante diferença no dia a dia. 

Muita gente me pergunta se ainda arrumo tempo para viver? Eu falo ‘cara, eu tenho tempo direto’. Eu tenho muito tempo, tenho tempo importante para mim. O tempo que eu tenho com meus filhos, o tempo que eu tenho para me divertir, o tempo que eu tenho para fazer nada, se eu quiser sentar na minha sala e ficar. Eu trabalho o tempo todo para ter tempo. Por que trabalhar o tempo todo? Porque eu gosto de trabalhar de uma forma muito smart, trabalho no meu celular, por exemplo, aqui no bar eu tenho o financeiro e a gente está o tempo todo em comunicação. Então, eu não tenho hora. Se quiser mandar uma mensagem para mim à meia-noite, eu trabalho. Mas, com tudo, eu consigo viajar mais, eu tenho tempo pra ter uma vida mais livre, mais sossegada, de vez em quando um pouco mais bagunçada, por causa do horário, mas, no geral, eu acho que eu tenho uma vida muito tranquila em relação a poder tomar conta e decidir aquilo que eu quero fazer. Para mim, nada paga isso, entendeu? Óbvio que eu sei que nem todo mundo pode. 

Eu respeito o máximo em acordar cedo, cinco horas da manhã para chegar no trabalho. Eu sempre falo que estou empresário, não nasci empresário, não venho de berço que me deu uma empresa. Eu fui criando isso. Então, eu já trabalhei CLT, eu já tive períodos. De novo, eu sempre falo: é a jornada, se acostumar onde a gente está não tem jornada, a gente só está lá sentado, esperando, aí tem duas coisas, ou você um dia vai sentar e assistir à vida de alguém, ou você vai ser a pessoa que alguém vai sentar e assistir à sua vida. Sempre preferi todo dia escrever um roteiro da minha vida, a gente nunca sabe quando vai estrear. E, na hora da estreia, eu preciso estar pronto, ter roteiro e saber fazer as coisas. Eu pude aproveitar as oportunidades que apareceram. Eu sei que tudo que eu escrevo no dia a dia, do meu roteiro de vida, é para que qualquer estréia que apareça esteja pronto pra botar lá em cartaz. 

Foto: Lula Castello Branco / Agência NC

NC – Desde que chegou a Maceió, com cem reais no bolso, quais foram suas primeiras impressões e como vê a cidade hoje? 

Fernando Peron – Eu tinha entre 21 e 22 anos. Meu sócio, Rudimar,  gaúcho, era gerente na época da Circus Pizza, me perguntou onde eu estava morando, ‘eu moro na orla numa barraca de camping’, aí me convidou para a casa dele. Eu sempre falo que ele é meu pai aqui, né? Embora não seja muito mais velho que eu. Tive muita sorte aqui, nessa parte, eu fui muito enrolado, mas sempre foram pessoas de fora. Engraçado, nenhum alagoano me passou a perna ainda. Tive a sorte de sempre conhecer pessoas boas, talvez por atrair pessoas que me ajudaram, pessoas que me abriram portas e é, por isso, que hoje eu faço total questão de ajudar quem eu posso, porque se um dia eu pude ser ajudado, se hoje eu posso ajudar alguém, é o que eu vou fazer sempre. Seja de qualquer forma. Nem sempre o apoio é financeiro. 

De quando eu cheguei a Maceió, o grande salto de Maceió como cidade foram dois pontos, para mim, importantes, que não conseguiram mais segurar o progresso. Era muita coisa na mão de pouca gente, e essa galera não fazia questão nenhuma de deixar a coisa se desenvolver, porque ‘se eu deixar desenvolver, eu tenho que começar a me preocupar com o meu negócio. Se eu deixo pequeno, como está, eu não preciso me preocupar. Eu sou o único mesmo, eu faço o que quiser’. Eu acho que essa barreira explodiu, já de muitos anos para trás, dezenove anos que estou aqui, acho que, de muito mais de dez anos, essa bolha explodiu, porque começaram a vir mais pessoas de fora, investir diretamente, outras pessoas daqui começaram a ter condições de investir, e a coisa começou a crescer. 

Outro ponto que acho que foi crucial, não querendo envolver política, mas eu acho que, talvez de Cícero Almeida para cá, porque quando eu cheguei foi justamente ele que era o prefeito, a cidade parecia que tinha vergonha de ser polo turístico. Eu não entendia o porquê disso, queria ser tudo, menos uma cidade turística. Maceió tem tudo, menos estrutura para o turista, para ser turística. A gente tinha, lógico, hotéis, ou seja, todo o investimento era cem por cento privado. O trabalho dos governos de uns anos pra cá foi brilhante, o trabalho da prefeitura de uns anos pra cá também. Eu acho que Alagoas, no geral, deu um salto, de uns dez, doze anos para cá, assim, absurdo. 

Então, é assim que eu enxergo a cidade e eu sou muito feliz de ter ficado aqui e poder ter olhado isso. Se a gente olhar, há dezenove anos, o turista vinha pra cá, parecia que estava realmente numa praiazinha da província, e a gente estava numa capital potente, que hoje está entre os destinos mais procurados do Brasil. Seja pelo Réveillon, seja pela orla, seja por tudo, eu vi Alagoas receber e perder. A quantidade de cruzeiros que o estado perdeu há alguns anos, porque ninguém queria ancorar aqui, pela desorganização, tinha taxistas se esfaqueando para ver quem pegava mais turistas. Temos que ter um ordenamento criterioso, de como me importo com os turistas que estão ali. Eu sou de São Paulo, mas, para onde eu vou, digo que sou de Alagoas. Tenho orgulho de falar dessa mudança na cidade, quer seja na gastronomia, com salto absurdo na parte empresarial e isso eu acho que é lindo de se ver e eu acho que não pára mais. 

Ainda acho que essa globalização, com as redes sociais, da proximidade das pessoas com pessoas, não se consegue mais segurar isso. Ninguém mais prende. E eu acho isso maravilhoso. Alagoas ganhou muito, Maceió ganhou muito. O turismo então conseguiu quebrar essa bolha da cana de açúcar. Tudo começa lá atrás, com algodão, para cana de açúcar, um estado totalmente falido das usinas e continuava insistindo nisso, é o estado do Nordeste que tem menos indústrias. Porque, no geral, a indústria do açúcar não queria. Mas hoje não dá mais pra segurar. 

Eu sempre falo, o problema não é a política, não é politicagem, a gente tem que saber de política para justamente ter um estado, uma cidade mais forte. Se a gente não entender o que está acontecendo e olhar para o político como povo. Para mim, não importa se é direita, esquerda, se o cara tá fazendo um bom trabalho, a gente tem que olhar e dizer ‘pô, isso aqui é um bom trabalho’. Se fez alguma coisa errada, foi o povo quem colocou ele lá para isso. Então, quando você olha um político como o povo, você consegue filtrar. Tirar um pouco daquele viés de se olhar assim ‘cara, pô, esse governador fez um trabalho incrível, ó, que o prefeito tá fazendo muito bem, ah, mas isso aqui que ele fez não foi legal’. Então, que o próximo que venha continue. Eu acho que quem ganha é o povo, quem ganha é a cidade. A gente tem uma uma base turística, hoje, que é incrível e não tem uma pessoa em Maceió, que possa dizer, que não vive de turismo. Vive, você pode morar lá no [bairro] Forene e nem sair do seu bairro, você vive de alguma forma de turismo, porque alguém que trabalha lá, trabalha aqui embaixo junto com o turismo e leva dinheiro para o mercadinho do bairro, leva dinheiro lá para a lanchonete. Turismo de alguma forma. Não tem como fugir disso.

NC – O bairro Centro, em Maceió, tem alguma relevância na sua história? Você investiria no bairro? Você levaria seu negócio para lá?

Fernando Peron – Para onde? Pro centro? Cara, eu gosto da vibração caótica do Centro. Tava ontem, inclusive, no Centro. As pessoas, meus amigos me zoam. Tem gente aqui que nunca nem pisou no Centro. Eu falei, ‘gente, vocês não sabem que o Centro é tão gostoso’. Eu gosto do Centro. Porque, talvez, tenha uma ligação com a minha infância, de gente pobre de bairro longe. O passeio é ir para o Centro. Lá, em Araraquara, no final do ano, tinha uma coisa que eu acho que não acontece aqui, não lembro de ter visto. Em dezembro, o Centro vira tipo um shopping center, eles abrem de nove da manhã às dez da noite, e as ruas principais do bairro viram um calçadão. Então, assim, era um shopping, uma rua inteira só de loja, tudo aberto. Então, para uma criança, aquilo à noite era maravilhoso. Então, assim, eu gosto muito do Centro. 

Não vejo por que não investir no Centro, porque é sempre bem-vindo esses lugares assim. Mas precisa também de um olhar do poder público, de uma forma mais carinhosa, porque o centro da cidade pode ser turístico, você tem história, isso atrai o turista. Lá é para o cara daqui mesmo. Então, o turista gosta disso. Mas, se olhar no geral, não tem, não tem basicamente onde parar um ônibus, é difícil, não tem onde parar um carro, não tem uma estrutura. A estação que foi feita lá, foi muito legal, mas é preciso criar uma estrutura no Centro, realmente, para a pessoa dizer assim, ‘cara, quando for para Maceió, tem que passar pelo Centro’. Porque a gente vê isso em algumas outras capitais. Não dá para comparar em tamanho, mas, por exemplo, eu tive agora em Montevidéu, já fui para Buenos Aires, tem essa questão de ir para o Centro, porque o Centro geralmente é a história. 

A gente tem que ter história, é uma tríade que eu acho que ainda é bem desequilibrada aqui. É história, gastronomia e beleza natural. Beleza natural a gente tem e é maravilhosa. Gastronomia a gente está com uma força incrível como nunca se viu no estado, mas eu acho que a histórica ainda peca porque as pessoas não vêem importância nisso, mas quem tem de ver a importância não é só o turista. Eu vejo a história, de onde eu viajo, eu sempre vou atrás da história. A gente tem poucos museus, e os museus fecham no final de semana. Eu acho um absurdo, que é o único dia que um trabalhador, por exemplo, passa a semana inteira trabalhando, e o domingo é o dia do lazer, se tem um museu fechado, ele só tem duas opções, praia ou shopping, e só faz isso. Tem que abrir o museu aos domingos, para que o trabalhador vá. Com o tempo, as pessoas vão. Então, essa base cultural, eu acho muito importante para o desenvolvimento, e o Centro tem tudo para fazer isso. Tem que ter um museu maravilhoso para contar a história de Alagoas, onde tudo começou, ali, no Centro, as pessoas vão e eu acho isso incrível. Só que infelizmente essa base a gente ainda depende muito mais da iniciativa privada do que da pública. 

NC – Você levaria seu negócio para Centro? 

Fernando Peron – Cara, eu acho que o bar, da forma que ele está, não. Porque sem ter vida noturna não combina exatamente, mas, por exemplo, teria um restaurante lá tranquilamente. Eu acho que o negócio tem que ser durante o dia, mas não dá, é difícil, não é um lugar boêmio. O teatro sofre com isso, o próprio Deodoro sofre com isso. Dentro do Deodoro podia ser um museu incrível. A gente sabe que sempre tem exposições, são sempre exposições muito legais, mas não chegam até o turista. 

NC – Fernando, o que que significam as palavras autonomia e coragem pra você? 

Fernando Peron – Eu acho que a autonomia é entender que a gente tem liberdade de fazer, e coragem é o ato de conseguir realmente fazer. Eu acho que sempre fui muito mais assim, cara de pau mesmo, como diz aqui. Acho que sempre fui muito mais enxerido. Acho que eu fiquei bundão com o tempo, de algumas coisas assim. Eu tive a coragem de sair de São Paulo, com cem reais, eu tinha cento e trinta e cinco reais quando eu saí, e cheguei aqui com cem reais. Viajava pelo Brasil de carona, fazia isso uma vez por ano. Mas, eu acho que depois dos filhos, depois de algumas outras coisas, acabei mais covarde, não no sentido pejorativo, mas sou um cara que joga muito. Eu não tenho muito medo de fazer algo novo, vou lá e faço. Mesmo assim ainda passo pelo mesmo frio na barriga, com a mesma tensão. Se algum dia eu for dar uma palestra, ou qualquer coisa, e não sentir isso, eu paro. Não vai ter mais sentido.

Foto: Lula Castello Branco / Agência NC

NC – Tudo é marketing?

Fernando Peron – Tudo é marketing, absolutamente tudo. Eu até falo em minhas palestras que não fazer marketing é marketing. Marketing é o cérebro. É o cérebro de uma empresa. O marketing estava dentro de uma salinha, passou muito tempo dentro de uma salinha, departamento de Marketing, ele é importante demais para estar dentro de uma salinha. O marketing é a empresa inteira. O marketing é o meu garçom saber tirar foto, marketing é a menina que faz a minha empresa, marketing são as placas que eu tenho no meu banheiro, marketing são os produtos que eu vendo da marca que nós criamos paro bar, marketing é propaganda antiga no bar, marketing é ter cachaça aqui, marketing é saber escolher a banda certa no dia certo, porque qualquer ponto de contato que a pessoa tenha com a minha marca ela está barateando o que eu gasto com a marca. Eu falei, o marketing aqui é absolutamente barato. Na minha mesa, eu gastei um pouquinho a mais, mas ela tem frases, são brincadeirinhas e aí todos os finais de semana eu tenho trinta, quarenta, cinquenta marcações de pessoas que tiram foto disso e botam lá no seus stories. E a minha marca está aqui e ela vai voando. 

Eu não tenho guardanapo com o nome do bar. Não precisa. Agora eu até vou fazer como um teste, mas não precisa. A gente precisa criar formas com que o cliente sempre saia te levando de alguma maneira. Em meu banheiro feminino, por exemplo, tem toda a base para as meninas ficarem tirando foto, elas adoram. A gente cria coisas. Eu fiz uma parceria com uma loja de bijuteria e a gente tem xuxinha de cabelo, grampo, tarraxa de brinco, coisas que se perde no dia a dia. Eu não quero que o sutiã rasgue, e ela vá embora. Quero que ela saiba que no caixa tem uns alfinetes, ela pode consertar e continuar aqui. Isso é marketing. É fazer com que o cliente se sinta bem onde está e entenda por que está aqui.

Eu faço parte disso aqui. Todo mundo é egoísta de alguma forma. Assim é o cliente. Eu faço ele se sentir parte. Diferencial, o diferencial da gente é justamente isso, criar um ambiente que não é comercial. Meus treinamentos com garçom não é sobre venda, é sobre comunicação, como ele tem que fazer, como ele resolve qualquer problema que o cliente tem. Como a gente pode fazer isso? De forma educada, de forma a acabar com um jeito que é difícil. De vez em quando há umas escorregadas, mas o nosso foco é esse.

NC – Você entende que também faz parte do desenvolvimento do turismo aqui no estado? 

Fernando Peron – É, todo mundo faz parte, pode contribuir de alguma forma, contribuir da forma correta. Acho que é importante. É legal saber que todo sucesso que eu tenho não vem só de mim, tenho dois sócios, Tarcísio e Carlos Emílio, a gente consegue se complementar muito bem.

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