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terça-feira, 28 de maio de 2024 – 17h35

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Alagoana Natália Momberg é destaque no Rugby nacional

Jogadora marcou o primeiro 'try' na história da seleção brasileira feminina em Copas do Mundo

Como grandes nomes da literatura, música, medicina e das artes, que tiveram de abandonar Maceió em busca de melhores oportunidades, com a jogadora de Rugby, Natália Momberg, não foi diferente. Saiu de sua terra natal, levando consigo seu brio de desportista, em busca do sonho de participar da seleção brasileira de Rugby, e conseguiu. Hoje, destaca-se como uma das principais jogadoras do esporte no país. 

Tudo começou ainda criança. Com seis anos de idade, foi convocada para jogar handebol na escola, muitas vitórias, até o campeonato alagoano. Depois de oito anos no handebol, dedicou-se mais exclusivamente aos estudos, formando-se em Letras/Português, pela Universidade Federal de Alagoas.

Aos 21 anos, nos campos improvisados de areia em Maceió, conheceu o Rugby. Gostou e decidiu praticar. “Foi lindo, da forma mais amadora possível, treinando num campo de areia, que era a estrutura que tinha em Maceió. Fui para o meu primeiro treino, gostei e fui levando a sério”.

Imagens: ArquivoPessoal

O rugby, tem três modalidades. A mais tradicional é o rugby 15, que são 15 contra 15. A olímpica, que é o Rugby Sevens, são 7 contra 7. No Rugby League, jogam 13 contra 13. “Eu transito em todas essas variações de rugby.”

Uma atleta perseverante, num esporte que exige postura, força e garra. Onde agarrar, empurrar, derrubar faz parte do jogo. É preciso coragem e determinação, ser intensa, esperta e ligeira ao mesmo tempo. 

Em 2015 e 2016, jogou pelo Maceió competições regionais, com viagens para Recife, Paraíba e Juazeiro do Norte, no Ceará. Por sua boa performance, recebeu um convite para jogar, pelo time do Piauí, o campeonato brasileiro. Logo depois, o convite veio de Cuiabá. Ir para o recém-fundado Melina Rugby, onde jogou uma temporada no brasileiro. 

A partir daí, começou a projetar a sua ida à seleção brasileira. De Cuiabá foi a São José dos Campos, em São Paulo, jogar no São José Rugby, clube onde joga até hoje e que lhe deu mais destaque e visibilidade no cenário nacional. Em 2022, foi convidada a integrar a Seleção Brasileira de Rugby League, para a Copa do Mundo, na Inglaterra.

“No Brasil, tem duas confederações de Rugby, a Rugby League e a Rugby Union. Em 2022, recebi a convocação para jogar pelas duas confederações. Como era ano de Copa do Mundo, eu joguei a Copa do Mundo de 2022 de Rugby League na Inglaterra, como titular em todos os três jogos”.

Natália marca o primeiro ‘try’ da história do Brasil em Copas do Mundo, ‘na Inglaterra, contra a Inglaterra!’ 

Na Copa do Mundo, entrou para a história do esporte no país. “Consegui fazer o primeiro ‘try’ da história do Brasil em Copas do Mundo, na Inglaterra, contra a Inglaterra! A gente tomou uma surra, mas a gente pontuou no final da partida”.

Hoje sonha com outra copa e se prepara para isso. “Estamos nesse processo de preparação para a Copa do Mundo. Espero que a gente consiga se classificar novamente para o ano que vem. Se tudo der certo, se Deus quiser, eu consigo jogar mais uma Copa. Esse é o objetivo”. Está também em seus planos jogar a temporada 2024-2025 na Europa.

“Sigo na seleção brasileira. Este ano a gente tem um compromisso muito importante, porque a gente vai jogar um torneio classificatório em junho, dia 29, no Paraguai, contra a Colômbia, que é o nosso maior rival sul-americano. É um único jogo que vai valer vaga para a Copa do Mundo de 2025, que vai acontecer na Inglaterra, de novo”.

Vencer é importante para o futuro profissional das atletas. “Sair de uma etapa em que a gente recebe uma ajuda de custo para treinar e passar a  receber um salário de fato. Um compromisso importante, que vai definir muita coisa para o rugby feminino aqui no Brasil”.

Natália também dá aulas de redação para concurseiros, em seu canal Nathalia Momberg, no YouTube. que conta com mais de seis mil inscritos. “Já estou com 31 anos. Paralelamente, eu levo esse negócio. Quero chegar a 10 mil até o final do ano”.

As aulas ajudam no sustento. “Uma parte, eu recebo por ser atleta. A maior parte é por esse trabalho que eu faço na internet. Quero seguir no mercado digital. Já consigo colher frutos, pagar as contas, ter uma liberdade”.

Enfim, como desportista dedicada, acredita que o esporte sempre vai lhe abrir portas. “Tenho esse sonho de morar fora do país e acredito que ele vai se concretizar por meio do esporte”.

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