sexta-feira, 17 de abril de 2026 – 15h27

Liberdade de imprensa atinge seu nível mais baixo nos últimos 50 anos, diz estudo

Relatório foi publicado por instituto internacional, situado em Estocolmo, Suécia
Foto: Reprodução/X/@MarykeVermaak

De acordo com o relatório “Índices do Estado Global da Democracia – 1975–2024”, publicado, nesta quinta-feira (11), pelo Instituto Internacional para a Democracia e Assistência Eleitoral (International IDEA, sigla em inglês), a liberdade de imprensa, em todo o mundo, declinou significativamente nos últimos cinco anos, atingindo seu nível mais baixo nas últimas cinco décadas. 

A deterioração faz parte de uma tendência global de ameaça à democracia. O estudo aponta que 54% dos países apresentaram uma queda em, pelo menos, um indicador-chave de desempenho democrático em 2024, em comparação aos cinco anos anteriores. Os aspectos vão de eleições confiáveis a liberdade de expressão.

O estudo avalia categorias como direitos, estado de direito e representação — que incluem aspectos essenciais da democracia, como liberdade de imprensa, independência judicial e eleições confiáveis. O indicador de eleições credíveis caiu para o seu pior nível em 30 anos, com perda de um quinto de índices positivos, em todos os países pesquisados.  

Cerca de 304 milhões de pessoas — o dobro do número de 1990 — vivem atualmente fora de seu país de nascimento. O relatório diz que as democracias devem repensar a participação eleitoral e considerar, com mais cuidado, o voto fora do país para garantir melhor resiliência democrática. 

O IDEA é um think tank intergovernamental, especializado em democracia, com sede em Estocolmo, capital da Suécia. “A democracia enfrenta uma tempestade perfeita de ressurgimento autocrático e incerteza aguda, devido a enormes mudanças sociais e econômicas”, disse o Secretário-Geral do instituto, Kevin Casas-Zamora. 

A deterioração da Liberdade de Imprensa foi encontrada em todas as regiões do mundo, especialmente em 15 países africanos, 15 europeus, seis países das Américas, além de nações na Ásia e no Pacífico. “Para reagir, as democracias precisam proteger elementos-chave da democracia, como as eleições e o Estado de Direito”, acrescentou.

*Com informações do portal International IDEA

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Leia Também
Leia Também