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terça-feira, 28 de maio de 2024 – 14h11

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Diretor da Braskem admite culpa da empresa em afundamento de solo

Em depoimento à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), no Senado Federal, o diretor da Braskem, Marcelo Arantes, admitiu a culpa da empresa pelo afundamento do solo de cinco bairros de Maceió.
Foto: PedroFrança/AgênciaSenado
Marcelo Arantes durante a CPI da Braskem Foto: PedroFrança/AgênciaSenado

Em depoimento à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), no Senado Federal, o diretor da Braskem, Marcelo Arantes, admitiu a culpa da empresa pelo afundamento do solo de cinco bairros de Maceió. Primeiro representante da Braskem a ser ouvido na CPI, Arantes disse que a mineradora assume a responsabilidade sobre a sua culpa no desastre ambiental, que atingiu cerca de 60 mil famílias na capital de Alagoas. “A Braskem tem a sua culpa nesse processo e nós assumimos a responsabilidade por isso”.

Para o relator da CPI, o senador Rogério Carvalho (PT-SE), é relevante o fato de a Braskem assumir, pela primeira vez, a responsabilidade sobre os danos causados a Maceió. “Isso é algo importante e foi dito pelo próprio representante da Braskem”, destacou. Marcelo Arantes é diretor global de pessoas, comunicação, marketing e relações com a imprensa da petroquímica.  

Arantes complementou a fala sobre a culpabilidade da empresa, reforçando que a companhia já vem trabalhando para compensar o dano causado. “Não é à toa que todos os esforços da companhia têm sido colocados para reparar, mitigar e compensar todo o dano causado.” A maior parte do tempo, o diretor não respondeu aos questionamentos feitos na CPI. “Excelência, desconheço a informação”, justificou a quase todas as perguntas. 

O diretor não soube responder a um questionamento do senador Rogério Carvalho sobre a decisão da empresa de diminuir os investimentos previstos para as minas e a denúncia de que a companhia desligava os pressurizadores da mineração durante a noite, para economizar energia, aumentando o risco de instabilidade no solo. “Não é minha área de conhecimento técnico, então eu não tenho capacidade de responder”, afirmou.

Para o relator, houve uma evidente vontade de não retorquir às perguntas da Comissão. Os dados de que foram cortados 52 milhões em investimento seriam impactantes o suficiente para que qualquer diretor da petroquímica estivesse ciente. “Qualquer diretor deveria estar por dentro do que está acontecendo e do que aconteceu com essa mina. Me perdoe, mas aqui há uma clara tentativa de não responder aos questionamentos que esta CPI está fazendo”.

Para o relator, é mensurável a responsabilidade da empresa na catástrofe ocasionada no processo de mineração.“Tais pontos sugerem um aumento do risco de instabilidade geológica por conta do fator humano, da lavra ambiciosa, ou seja, sem razões naturais, e uma conduta contrária ao que os manuais de geologia recomendam”, destacou. O diretor da Braskem argumentou que as perguntas mais técnicas sobre recursos destinados aos investimentos ou a pressurização das minas deveriam ser feitas ao vice-presidente da companhia, Marcelo Cerqueira.

*Com informações da Agência Brasil

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