Search
Close this search box.

terça-feira, 28 de maio de 2024 – 14h48

Search
Close this search box.

Brasil ganha novas diretrizes para medição da pressão alta

A Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) divulgou novas diretrizes para aferição da pressão arterial, conhecida popularmente como pressão alta.
Foto: boaconsulta.com
Medição arterial em casa ganha novo protocolo Foto: boaconsulta.com

A Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) divulgou novas diretrizes para aferição da pressão arterial, conhecida popularmente como pressão alta. O documento considera que os valores para definir a pressão arterial e o tratamento adequado dos pacientes devem levar em consideração as medições feitas fora do ambiente hospitalar e clínico, como em farmácias, espaços públicos e residências. Fatores como o “efeito do avental branco”, que se caracteriza pelo aumento da pressão arterial na presença do médico, têm sido muito discutidos em estudos sobre Pressão Arterial (PA).

As “Diretrizes Brasileiras de Medidas da Pressão Arterial Dentro e Fora do Consultório – 2023” foram apresentadas durante o 1º Encontro de Departamentos da Cardiologia, na sexta-feira (12). O documento recomenda que, além da aferição em consultórios médicos, sejam levados em conta a medição feita na rotina diária dos pacientes. “Alguns aspectos na medida da PA podem interferir na obtenção de resultados fidedignos e, consequentemente, causar prejuízo nas condutas a serem tomadas. Entre eles, estão: a importância de serem utilizados valores médios, a variação da PA durante o dia e a variabilidade a curto prazo”. 

Um maior número de medidas têm sido indicadas como forma de se chegar a um diagnóstico mais preciso, com o uso de equipamentos que realizam Monitorização Ambulatorial da Pressão Arterial de 24 horas (MAPA), Monitorização Residencial da Pressão Arterial (MRPA) e Automedida da Pressão Arterial (AMPA). A diretriz recomenda que a AMPA seja utilizada apenas como meio de triagem, para que os métodos confirmatórios, MRPA ou MAPA, sejam solicitados se necessários. Ganham cada vez mais espaço os equipamentos que realizam MRPA ou MAPA, os quais permitem maior precisão se empregados em conjunto.

A publicação traz o novo protocolo para a medição residencial. Ao realizar a aferição, o paciente deve, entre outras medidas, estar em ambiente silencioso; não fumar ou utilizar produtos à base de cafeína há, pelo menos, 30 minutos; não ter se alimentado ou praticado exercícios físicos; estar sentado, com as costas apoiadas, pernas descruzadas e pés no chão; o braço, onde será feita a aferição, deve estar nu e sustentado em uma mesa; a palma da mão voltada para cima e o meio do braço ao nível do coração.

A MAPA registra a pressão arterial durante 24h quando o paciente realiza suas atividades em vigília ou durante o sono. Recomenda-se que o monitor seja programado para medir a PA entre 15 e 20 minutos durante a vigília e entre 20 e 30 minutos no período do sono. A medição foi descrita há mais de 50 anos e, atualmente, é realizada com o emprego de monitores totalmente automatizados.

 A pressão arterial é considerada normal quando quando os valores no consultório são inferiores a 140/90 mmHg (14 por 9), e na MAPA 24 horas ou MRPA inferiores a 130/80 mmHg (13 por 8). Define-se tensão normal a ausência do uso de medicamentos anti-hipertensivos. Caso o indivíduo faça uso de medicação, ele é definido como indivíduo com Hipertensão Controlada (HC). 

No Brasil, a hipertensão atinge mais de 30 milhões de pessoas, segundo a Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo. A hipertensão arterial é um dos principais fatores de risco de morbidade, tais como doença arterial coronária, acidente vascular cerebral (AVC) e insuficiência renal. Ela atinge mais de um terço da população mundial e é causa de mortalidade em todo o mundo. A medida da PA é obrigatória em qualquer atendimento médico, a ser realizado por diferentes profissionais de saúde.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Arquivos NC