quinta-feira, 27 de agosto de 2026 – 01h24

Esforços curtos e intensos podem reduzir riscos à saúde e morte precoce

Estudo com mais de 71 mil adultos indica que atitude diminui riscos de doenças cardiovasculares e câncer
Subir escadas é um dos exercícios que podem prevenir doenças - Foto: Reprodução/Instituto Fuchs

Pequenos períodos de atividade física vigorosa podem estar associados a uma redução significativa do risco de morte prematura, doenças cardiovasculares e câncer. A conclusão é de uma pesquisa publicada no European Heart Journal, que reforça que, além do tempo dedicado ao exercício, a intensidade do esforço também pode influenciar os benefícios para a saúde.

A descoberta foi destacada pelo portal Universal-Sci, que chamou atenção para uma possibilidade especialmente relevante para quem tem pouco tempo para se exercitar: incorporar breves momentos de maior esforço à rotina. Subir escadas rapidamente, caminhar em ritmo acelerado ou pedalar contra o vento são alguns exemplos.

O estudo analisou 71.893 adultos, com idade mediana de 62,5 anos, cujos níveis de atividade foram monitorados por dispositivos usados no pulso. Os pesquisadores identificaram que cerca de 15 minutos de atividade vigorosa por semana estavam associados a uma redução de aproximadamente 16% a 18% no risco de morte por qualquer causa. Para a mortalidade cardiovascular, cerca de 20 minutos semanais foram associados a uma redução próxima de 40%.

Um dos aspectos mais relevantes foi a duração dos esforços. Mesmo episódios muito curtos, de até dois minutos, foram considerados na análise. Isso indica que a atividade intensa não precisa necessariamente ocorrer em longos treinos ou dentro de uma academia para fazer parte da rotina.

Os benefícios observados também envolveram menor risco de doenças cardiovasculares e câncer. Pesquisas relacionadas apontam ainda associações entre maior intensidade da atividade física e menor incidência de problemas como diabetes tipo 2, doenças respiratórias crônicas, doença renal, demência e outras condições.

Apesar dos resultados, os pesquisadores fazem uma ressalva importante: trata-se de um estudo observacional. Portanto, não é possível afirmar que a atividade vigorosa, por si só, tenha causado a redução dos riscos. Pessoas capazes de realizar exercícios mais intensos podem apresentar outras características favoráveis à saúde.

A recomendação, portanto, não é abandonar caminhadas ou exercícios moderados. As diretrizes continuam indicando 150 a 300 minutos semanais de atividade moderada ou 75 a 150 minutos de atividade vigorosa, ou uma combinação das duas.

Para quem já está fisicamente apto, incorporar pequenos períodos de maior intensidade pode ser uma estratégia prática para aproveitar melhor o tempo. Pessoas sedentárias, idosos ou indivíduos com problemas de saúde devem, porém, adaptar o exercício à própria condição e buscar orientação profissional quando necessário.

A principal mensagem da pesquisa é direta: movimentar-se continua sendo fundamental, e incluir, com segurança, breves momentos de maior intensidade está associado a benefícios adicionais para a saúde.

*Com informações do portal Universal-Sci, por Stef Verhagen

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