Na entrada da rua do Comércio, no Centro de Maceió, um churrasquinho se destaca entre os outros vendedores ambulantes. O Espeto do Elias atrai os clientes ávidos por um produto de qualidade a preço justo, com bom atendimento e higiene na produção e comercialização. Há 17 anos no bairro do Centro, cinco deles no calçadão, o negócio vende de 180 a 200 churrasquinhos por dia.
Com cadastro na prefeitura e pagamento de taxa de localização, o espetinho fica aberto de terça-feira a sábado, a partir das 12h, e anima o fim de tarde, principalmente no happy hour de sexta-feira e no final do expediente da semana, aos sábados. Numa média de preço a R$ 8,00, o lugar garante, muitas vezes, o almoço da clientela. O proprietário Elias Mendes avalia a importância de manter as características de seu produto.
“Eu não tenho interesse em aumentar o preço do churrasco. Eu trabalho com uma população de baixa renda, eu não trabalho com a elite. A maioria das pessoas aqui é assalariada. Eu não vou esticar o preço e explorar quem não tem. Se uma pessoa ganha salário, ela não esbanja dinheiro. O salário é regrado durante o mês todinho. Também não vou diminuir a qualidade. Isso não me interessa. Qualidade, higiene e saber atender a clientela estão em primeiro lugar”, ponderou Elias.

O destaque da casa é o medalhão de frango com bacon, mas o de carne – alcatra, maminha, contrafilé e até picanha – é o campeão de vendas. Além desses, tem o de queijo, asinha, coração, calabresa e peito de frango. Os acompanhamentos de farofa e vinagrete são um atrativo a mais. Os pratos são servidos numa porção generosa. O local oferece cinco tipos de refrigerantes, cinco marcas de cervejas e três tipos de destilados.
“O tempero dos meus produtos é muito bom, é diferenciado. Meus produtos são bem feitos. As pessoas falam que o vinagrete e a farofa são os melhores da cidade. A gente não tem aquela coisa de regrar. A gente coloca no ponto para as pessoas se alimentarem bem. Uma coisa com padrão. Eu zelo por tudo, higiene, padronização, quantidade e qualidade. Eu me sinto um cara muito feliz por fazer o que as pessoas gostam. A gente faz as coisas como devem ser”, explicou ele.
Os produtos são produzidos às quintas feiras e aos domingos. Refrigerados e acondicionados em caixas térmicas, com gelo entre as camadas de proteína. O cuidado com a produção e a comercialização faz parte das regras da casa, que entende o papel dos clientes nos negócios.
“O comerciante pensa que é o dono, mas o dono, praticamente, é a clientela. Aqui, eu não mando em nada. Aqui, eu faço o que os meus clientes pedem. Eu sobrevivo através dos meus clientes. Quem tem comércio e preza pela clientela, tende a agir dessa forma. Se não forem os clientes que vêm aqui no dia a dia, a gente não mantém aberto. A gente tem de ver por esse lado”, concluiu ele, com a sabedoria de um bom comerciante e a inteligência natural para os negócios.






























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Relamente o churrasquinho do elias e de primeira O MELHOR DO CENTRO SEM DUVIDA