De repente, um Prefeito energúmeno cancelou o carnaval de rua de Maceió com o esdrúxulo argumento: “não incomodar ao turista”. Foi a maior burrice criminosa que fizeram com o povo. Os moradores da cidade começaram a procurar folia em outros locais como Recife, Salvador, Rio, deixando um vazio no município. Maceió, durante os dias de Carnaval, parece um cemitério. Praias, restaurantes, bares vazios e comerciantes da teia econômica informal, deixando de faturar um bom dinheirinho nos dias de Carnaval.
Carnaval é Economia Criativa. Carnaval é Lucrativo.
A abrangência da Economia Criativa, tem como matérias primas a inteligência e a criatividade humanas, recursos que, se bem trabalhados, tendem ao infinito. Sendo assim, com possibilidades praticamente ilimitadas, a economia criativa pode ser considerada revolucionária no mundo atual.
O Carnaval constitui-se numa das mais conhecidas expressões culturais do Brasil, pode ser visto como uma síntese da Economia Criativa, uma vez que nas suas diversas formas de manifestação, os pequenos comerciantes, como ambulantes, taxistas, costureiras, músicos, montadores têm a oportunidade de trabalho e renda.
Prejuízo de Maceió, Por não Ter Carnaval de Rua Organizado
Durante o carnaval viajam 200 mil maceioenses em busca de folia. Se cada um folião gastar R$ 1.000,00 (um mil reais) durante o Carnaval, serão R$ 200.000.000,00 (duzentos milhões de reais) que deixam de circular em Maceió durante os quatro dias de Carnaval. Perdem dinheiro indiretamente os ambulantes, taxistas, costureiras, fábricas de camisas, rede de hotel e pousada, músicos, restaurantes, bares, montadoras, enfim uma gama de pequenos e médios negociantes.
E os 800.000 maceioenses que ficam na cidade, por não poder viajar, ficam sem Carnaval, sem a alegria fugaz de quatro dias.
Bloco de Nêga Fulô
Não conformados com a falta de carnaval na cidade de Maceió, alguns amigos formaram um bloco para desfilar no domingo de carnaval. O Bloco da Nêga Fulô, uma homenagem a um dos mais belos poemas do poeta alagoano Jorge de Lima, enaltecendo a beleza da cor negra dos brasileiros. Foi armado um belo estandarte, com camisas do bloco distribuídas gratuitamente. Sem trio elétrico, a Orquestra de Frevo do Maestro Elizaubo Wandenberg, tocou durante o desfile marchinhas antigas e músicas alagoanas. Foi sucesso e muita alegria.
Todos os anos o Bloco da Nêga Fulô desfila no domingo de Carnaval. A concentração é na Praça 7 Coqueiros às 14.30 horas. Não tem corda, é aberto para todos os foliões, não é obrigatório o uso da camisa do bloco, embora sejam distribuídas 300 camisas do bloco. Todos os anos o Bloco da Nêga Fulô homenageia uma figura da cultura alagoana. Em 2026 será homenageado um dos maiores carnavalescos da história da cidade, o Moleque Namorador, que cedo partiu para fazer Carnaval no Céu.
A nossa linda Nêga Fulô (a atriz Allana Gatto) vai abrir o bloco caindo no passo com um jovem bailarino, representando o Moleque Namorador. O bloco também desfila com uma ala de Cadeirantes.
Esse ano de 2026 vamos formar o Blocão do Domingão, juntando com mais seis blocos, desfilando no domingo de carnaval, saindo da concentração, nos 7 Coqueiros, às 14.30, e o término do desfile será na Praça do Alagoinha. Todos convidados, paga nada. As camisas serão gratuitas.
O PRINCIPAL OBJETIVO DO BLOCO DA NÊGA FULÔ É O RETORNO DO CARNAVAL DE RUA NOS DIAS DE CARNAVAL.
OS GOVERNOS: ESTADUAL E MUNICIPAL TÊM CONTRIBUÍDO AO RETORNO DO CARNAVAL DE RUA. MAS, MUITO POUCO, MUITO POUCO MESMO.
QUEREMOS UM CARNAVAL NOS QUATRO DIAS DE CARNAVAL COM O POVO NA RUA DESFILANDO COM BLOCOS E SE DIVERTINDO, TODOS TÊM O DIREITO DE UMA ALEGRIA FUGAZ QUE SE CHAMA CARNAVAL.
– O CARNAVAL É A MAIOR MANIFESTAÇÃO CULTURAL ESPONTÂNEA DO POVO BRASILEIRO!




























