quinta-feira, 30 de abril de 2026 – 00h07

PC desarticula quatro fazendas de mineração ilegal de criptomoedas em Alagoas

Estruturas clandestinas furtavam energia e bombeavam de forma irregular água do São Francisco
Foto: Divulgação/PCAL

A Polícia Civil de Alagoas (PCAL) desarticulou quatro fazendas de mineração ilegal de criptomoedas na zona rural do município de Porto Real do Colégio, no interior do estado. Durante a ação, foram apreendidos diversos equipamentos tecnológicos de alta performance que resolvem e validam complexas equações matemáticas, cujo resultado são moedas digitais de alto valor comercial.

A atividade conhecida como “mineração de criptomoedas” foi desarticulada, na sexta-feira (9), por meio da Diretoria de Inteligência Policial (Dinpol), com apoio tático-operacional da Coordenadoria de Recursos Especiais (CORE). As investigações apontaram que a estrutura utilizava furto de energia elétrica em larga escala, por meio de ligações diretas e ilegais à rede de distribuição, além de bombeamento irregular de água do Rio São Francisco.

De acordo com o delegado Thales Araújo, diretor da Dinpol, a atividade de mineração de criptomoedas, por si só, não é ilegal, porém as condições em que as fazendas foram instaladas e operadas eram ilícitas. 

“As estruturas eram alimentadas por ligações clandestinas, os chamados ‘gatos’, em todos os locais descobertos. O consumo ilegal de energia era de tamanho vulto que causava instabilidade e picos de energia nos arredores, provocando a queima de aparelhos eletrodomésticos e prejuízos significativos à população inocente”, explicou.

Ainda segundo o delegado, o desvio de energia é um elemento central nesse tipo de exploração criminosa.

“Uma operação de mineração regularizada exige alto investimento em maquinário e elevados custos de manutenção. No caso em tela, estimamos que a estrutura desarticulada consumia cerca de 200 mil kWh, o equivalente ao consumo moderado de aproximadamente mil residências, gerando um prejuízo mensal estimado em R$ 155 mil em energia furtada, totalizando cerca de R$ 750 mil em apenas cinco meses de operação ilegal”, detalhou.

O delegado acrescentou que, via de regra, esse tipo de atividade criminosa costuma estar associado a outros delitos, como sonegação fiscal e lavagem de dinheiro, que seguem sob investigação da Polícia Civil. As apurações continuam com o objetivo de identificar todos os envolvidos e responsabilizá-los criminalmente.

*Com informações da PCAL

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