Cerca de 6 mil obras raras, capítulos essenciais da história de Alagoas, do Brasil e do mundo, um tesouro da Biblioteca Pública Estadual Graciliano Ramos, serão digitalizadas, em uma parceria entre a Secretaria de Estado da Cultura e Economia Criativa (Secult) e a Universidade Federal de Alagoas (Ufal), com o objetivo de preservar e valorizar o acervo literário, secular.
Ao transformar páginas envelhecidas, delicadas, em arquivos digitais, é uma iniciativa que, além de proteger os originais, democratiza o acesso ao conhecimento. Conecta passado e futuro ao permitir que pesquisadores, estudantes e a sociedade possam alcançar, sem comprometer sua integridade física das obras, o que antes eram acessíveis apenas presencialmente.
Os livros raros vão além do conteúdo impresso. São objetos que carregam marcas do tempo, como encadernações artesanais, tipos de papel já inexistentes, impressões tipográficas e até anotações feitas à mão. Cada detalhe amplia as possibilidades de leitura e pesquisa, revelando aspectos culturais, científicos e sociais de diferentes períodos históricos.
Entre os exemplares mais antigos está a coleção Contos de Diogo de Couto, publicada em 1778, que registra os feitos portugueses no Oriente e se mantém como fonte relevante para estudiosos da expansão marítima.
A supervisora da Biblioteca Pública Estadual Graciliano Ramos, Mira Dantas, também enfatiza a relevância do projeto. “Cada obra rara que temos aqui carrega uma história única. A digitalização permite que essas histórias cheguem mais longe, sem colocar em risco a preservação dos exemplares. É uma forma de garantir que esse acervo continue vivo e acessível”, falou.

O LaGED
Com tecnologia de ponta, o Laboratório de Gestão Eletrônica de Documentos (Laged), inaugurado em 2024, investimento de R$ 200 mil da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Alagoas (Fapeal), em articulação com a Secretaria de Estado da Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti), atende estudantes da graduação em Biblioteconomia e do Programa de Pós-graduação em Ciência da Informação (PPGCI), além de colaborar com projetos de instituições públicas.
“Esse processo de digitalização contribui de forma muito intensa para a preservação, para a conservação dos documentos que são raros e que as pessoas passarão a ter o acesso digital ao invés do acesso físico, porque esse acesso físico envolve o manuseio humano, ele envolve retirada, movimentação das obras raras e tudo isso, tendo em vista que o material já é bem antigo, faz com que essas obras se deteriorem ainda mais”, falou a coordenadora do Laged, Rosaline Mota.





























