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A relação centro e periferia vai sendo construída na medida em que a oferta de negócios, infraestrutura, moradia, transporte e serviços, entre outros, passa a ser ofertado e atrai significativa leva da população a ir ocupando os espaços em torno. A medida em que a cidade cresce e a sua população também. No contínuo modo de expansão o território passa a gerar de modo espontâneo ou induzido, novos conglomerados aparecem motivados pela movimentação econômica, ensaiamos chamar de novas centralidades pelo poder de convergência e atração de pessoas, serviços e atividades múltiplas. É intenção do urbaNAUTA apresentar Projeto executado como caso de duradouro empreendedorismo vencedor.

Caríssimos urbaNAUTAS, pedimos confirmação para novos roteiros onde praticaremos nosso deambular, em Projeto de nossa lavra, executado e funcionando a pleno vapor. O terreno é por si uma joia de excelente localização, de esquina numa avenida de muita movimentação e interesse, conhecida por antiga Amélia Rosa e atualmente denominada avenida Antônio Gomes de Barros na primeira quadra da Avenida Litorânea na Jatiúca.

Esse nosso ensaio é o de número 24, logo estamos desde junho do corrente ano dando ideias para a revitalização do Centro de Maceió, sugerindo ações e parcerias. Como tudo na vida, antes da colheita há o plantio, de modo que, enquanto aguardamos as reverberações traduzidas em efeitos, sigamos apresentando trabalhos de nosso portfólio pessoal e a satisfação dos resultados alcançados. Para iniciar nossa relação começaremos com o TRUCKZONE STREET FOOD PARK.

O Projeto e o acompanhamento da obra tiveram início quando fui convidado para assinar a responsabilidade técnica como Arquiteto e Urbanista; diferente da maioria dos trabalhos anteriores, formado pela UFAL em 1993, onde o programa de necessidades é o principal norteador da maioria dos Projetos, essa encomenda apresentou de saída uma enorme possibilidade desafiante: o proprietário estava iniciando uma guinada nos negócios e precisava colecionar elementos diferentes para ofertar ao público um produto único.

Iniciamos um périplo por algumas cidades e capitais, observamos algumas dinâmicas de aglomeração de pessoas relacionadas ao entretenimento do final de tarde, crepúsculo até a meia noite. Colhemos testemunhos de clientes, funcionários, fornecedores e proprietários. O trabalho se assemelhou a diversão. Os olhares ficaram muito aguçados e os debates bem elucidativos.

Desde o princípio quando viajamos juntos, Carlos Henrique Toledo (Administrador de Empresas), Felipe Sarmento (Designer) e esse Arquiteto que relata aqui na urbaNAUTA, adotamos espontaneamente um método que revelou-se bastante eficiente: viajamos de automóvel e a cada parada e visita fosse prospectando, fosse para abastecer ou alimentar-se íamos na sequência e durante um bom par de horas, debatendo e discutindo o que cada um de nós achava importante ou se evidenciava pela ótima lógica de proposição e uso. Tivemos assim variadas anotações in loco e inúmeros brain storms que se traduziram em insights compartilhados reprisados e repassados à exaustão. Visitávamos, e logo estávamos dissecando cada modelo de negócio, ambiente e público. Nesse modo adequado e intenso as ideias surgem com a naturalidade do trabalho operoso e proficiente.


Então após uma noite cansativa e prazerosa, voltamos para o hotel. Despertei mais cedo e fui para uma mesa à guisa de prancheta em quase duas horas consegui levar os esclarecedores esboços em planta e perspectiva para o desejum que foram aprovados de imediato, os três concordavam com o formato de um modelo de negócio guarda chuva que abrigaria um considerável número de outros negócios (denominados operações), no ramo do entretenimento, gastronomia, diversão, brincadeiras, celebração e música da mais alta qualidade. Um ambiente a ser entendido desde as entradas, na esquina e no estacionamento, com facilidade de ser percorrido, entendido e visualizado, capaz de atrair e cativar público de todas as idades, gostos, comunicações e expressões. Contemplando a contemporaneidade com acessibilidade, crianças e os chamados pets. Bons shafts para eletricidade, hidrossanitário e gás. Banheiros de “shopping center” como diz o elogio de uma colega Arquiteta, fraldário, escritório, backstage, corredores de serviço, KIDSZONE, e a magnífica oferta de uma variada gama de produtos, sabores, bebidas, que atendem aos gostos de toda a ordem e a fomes de todos os tipos.

O espaço do Truckzone é para todos, numa aconchegante atmosfera de trabalho criativo e excelente atendimento. Todos os detalhes são revisados sucessivamente. Vejo a transpiração da felicidade em exuberância e me refaço com as alegrias da missão cumprida. A benfazeja missão de Projetar os abrigos para todos os ofícios.
Maceió das Alagoas,
terça feira, 21 de novembro de 2023
RCF
Texto e fotos






























Respostas de 5
Publico o comentário de Carlos Henrique Toledo, via whatsapp:
“Boa tarde, Roberto!!
Ficou muito bacana”
Publico o comentário de Flávio Cavalcanti Silva, via whatsapp:
“Show. Parabéns pela obra e pelo texto !!”
Público o comentário de Leonardo Tenório, enviado por whatsapp:
“Muito bom o trabalho amigo! Grande abraço”.
Apenas nos resta parabenizar nosso colunista e arquiteto Roberto Farias pelo projeto bem elaborado, bem como ao designer, Felipe Sarmento e o administrador Carlos Henrique Toledo, por esta iniciativa de sucesso. Um empreendimento que alcançou nossos conterrâneos e visitantes de maneira totalmente satisfatória, gerando um ambiente de entretenimento e alimentação em perfeita harmonia. Parabéns, e que outros lugares como o Truckzone possam surgir, agraciando os cidadãos brasileiros e alagoanos. 👏👏
Obrigado Eduardo, por prestigiar com seus belos e pertinentes comentários aos ensaios de urbaNAUTA! No TRUCKZONE o conceito referenciador do espaço é a praça, já a atmosfera é criada e recriada todos os dias por todos que fazem do trabalho a faina cotidiana. Daqui nosso fraterno abraço.