Entre memórias, contos, artigos e romances, Carlito Lima se consagra na literatura nacional. O mais novo livro do escritor alagoano, “Beata Tereza cansada de reza”, será lançado no dia 19 de julho, das 17h às 21h, no Café Jardim, na Jatiúca. Com performance do ator Chico de Assis e a apresentação de Elizaubo Wanderberg, no sax, que vai dar uma canja de jazz. O evento reunirá a fina flor da cultura alagoana para celebrar a 25ª obra literária do imortal das Letras e das Artes do estado.
O romance conta a história de um triângulo amoroso de infância, na vida de pescadores à margem do rio Poxim, em um crime não acometido, mas que deu início a uma trama de oportunismo, a partir da religiosidade do povo. Fala de poder e de libertação. O autor conduz toda narrativa com detalhes pitorescos, retrata lugares e personagens no tempo e no espaço em dimensão local, nacional e internacional, da gente mestiça e de fortes amizades. Embora tudo acabe em frevo e carnaval, a beata, de carne e osso, em momento algum deixa de ser mulher.
Militar de carreira, engenheiro, político, boêmio, e autor da consagrada coluna “Histórias do Velho Capita”, Carlito mergulha nos costumes, nos causos e nos percalços de uma Alagoas que pulsa. São histórias de sua própria vida, contos que viveu e outros que lhes contaram, com imaginação fértil e linguagem simples, em enredos cheios de detalhes e nuances dos lugares, das culturas e das pessoas, desse estado potencialmente rico em natureza exuberante, com a singularidades de quem o conhece muito bem.
Carlito traz, na bagagem, outros 24 livros. Dois de memórias (“Confissões de um Capitão” é considerado, pela crítica nacional, um dos melhores livros sobre a intervenção militar de 1964); cinco romances e 17 de crônicas e contos. E já está na produção de um novo título. “Estou escrevendo um romance inspirado na ópera ‘Madame Butterfly’, história transferida para Maceió na época da 2ª Guerra Mundial”, diz o escritor, orgulhoso de suas obras.





























