Depois de décadas marcadas pelo avanço da animação em computação gráfica (CG), a Walt Disney Animation Studios voltou a apostar no desenho feito à mão para novos projetos. A estratégia resgata uma característica que marcou a história do estúdio: a personalidade do traço humano.
A iniciativa não representa o abandono da animação 3D, mas uma aproximação entre as duas técnicas. A Disney parece buscar uma terceira via, na qual o modelo 2D dos grandes clássicos, a computação gráfica e outras ferramentas digitais atuem em conjunto.
A tendência aparece em projetos recentes e integra o programa experimental Short Circuit. Segundo o próprio estúdio, o curta Life Drawings, lançado em 2026, tem quase metade das cenas produzidas com animação desenhada à mão, enquanto outros elementos foram criados em CG.
Em Once Upon a Studio, lançado em 2023 para celebrar o centenário da companhia, o curta reuniu personagens produzidos por técnicas tradicionais e computação gráfica. Além disso, marcou a formação de novos profissionais especializados em desenho à mão dentro do estúdio.
Em 2026, a Disney apresentou ainda Lilo & Scratch, projeto que combina animação desenhada à mão, CG e fundos com aparência de aquarela. A iniciativa reforça uma tendência de explorar diferentes estilos visuais, em vez de depender exclusivamente da estética tridimensional.
A combinação permite que os animadores escolham a técnica mais adequada para cada cena. Em Moana 2, por exemplo, a produção predominantemente em CG utilizou desenho manual, em elementos como Mini Maui, mostrando que as duas linguagens podem coexistir dentro de uma mesma obra.




























