A Orquestra Filarmônica de Alagoas abriu o Mês do Rock com a 6ª edição do concerto “Clássicos do Rock Vol. VI”. O espetáculo faz parte da série “Mundo”, que visa à fusão entre orquestra e música popular. De clássicos nacionais a bandas emblemáticas do Rock ‘n’ Roll internacional, o evento reuniu artistas locais no Teatro Gustavo Leite, nessa quinta-feira (6).

Sob a direção artística e a regência do maestro Luiz Martins, a orquestra apresentou novos arranjos para o repertório seleto, que incluiu de Rita Lee a Iron Maiden, passando por Kate Bush, Legião Urbana, Guns N’ Roses e Queen. Composições clássicas do gênero receberam o tratamento de uma narrativa na voz dos convidados Natasha Aretha, Gui Fonseca, Myrna Araújo e Zeno.

Com a orquestra completa e a banda base convidada composta por Tiago Godoi, Fabrício Ravi, na guitarra; Yasser Marinho, no contrabaixo elétrico; Maglione Santos, na bateria; e Vitor Moreira, no piano, a interação com o público foi um dos pontos altos do espetáculo. Segundo o violoncelista e presidente da Filarmônica, Lenivaldo Neto, a participação da plateia aumenta a conexão entre os gêneros musicais.
“A gente acredita que, quanto mais a gente interagir com o público, mais a gente consegue ter essa conexão. Muitas vezes as pessoas veem a orquestra como algo muito intocável, e a gente quer tirar um pouco disso, não apenas fazer a série ‘Mundo’ e tocar um pouco de temas mais conhecidos, mas também fazer o público participar, seja conversando, seja batendo palmas, seja dando um gritinho em algum trecho da música. Isso faz com que todo mundo se sinta mais conectado. Tudo isso faz parte de quando o nosso maestro Luiz pensa na parte artística do concerto para ter essa conectividade com o público”, explicou Lenivaldo Neto.

O concerto foi pensado numa sequência gradual ascendente, em que a intensidade da apresentação aumenta ao longo do espetáculo. Iniciou com um medley Raul Seixas e rock nacional, passando pelos emblemáticos Titãs, Rita Lee, Pitty, Legião Urbana, entrando nas baladas clássicas do rock internacional, nas composições de Pink Floyd, Guns N’ Rose, Queen, AC/DC, Tina Turner e Kate Bush, finalizando com o metal de André Matos e medley de Iron Maiden e Metallica.
Numa orquestra formada por músicos profissionais, com convidados da terra, o show prestou um tributo ao rock com arranjo próprio e versão personalíssima. O maestro Luiz Martins ponderou sobre o potencial dos músicos alagoanos. “A música alagoana precisa ser explorada, precisa ser tirada da gaveta. A gente tem tantos artistas e pessoas fazendo arte de forma séria no estado de Alagoas. Pessoas que dedicam a vida inteira a isso. A gente precisa dessa valorização. É emocionante a gente ver, num dia de quinta feira, as pessoas lotando o teatro dessa forma, isso nos deixa com a esperança de que a arte pode ser transformadora. A gente tem tudo aqui que a gente pode consumir. A música alagoana precisa ser tirada da gaveta. Alagoas tem músicos maravilhosos, super competentes, que muitas vezes só precisam de um holofote para que possam trabalhar”, avaliou Luiz Martins.

Com a casa cheia e participação ativa da plateia, Gui Fonseca, um dos músicos convidados, celebrou os 10 anos de carreira junto à Filarmônica de Alagoas. “Estar aqui foi uma realização. Fiz 10 anos de carreira hoje. Foi um emblema maravilhoso. Eu me senti totalmente realizado. Estar aqui com amigos, com familiares, com pessoas que se dedicaram a fazer cada um a sua parte. O maestro regendo para uma função, para a gente lembrar que sente, que já foi feliz, que já chorou, que já riu. A música, na filarmônica de Alagoas, é totalmente abrangente. É diferente de você ouvir num CD, num streaming. Vir para o teatro, ver a filarmônica, você vai ver a música em essência, a música presente, a música encarnada. Essa é a importância de estar aqui, estou muito feliz!”, comemorou o cantor da banda “Rock em Dobro”.






























