domingo, 21 de junho de 2026 – 17h04

CPMI do INSS vai votar convocação de Frei Chico, do sindicato nacional

Sindicalista, irmão do presidente Lula, não é alvo de investigação da PF; Sindnapi teve bens sequestrados por determinação do STF
Presidente da CPMI do INSS, Carlos Viana, colocará em votação convocação de Frei Chico - Foto: GeraldoMagela/AgênciaSenado

A CPMI do INSS colocará em votação, na próxima quinta-feira (16), a partir das 9h, o requerimento de convocação do vice-presidente do Sindicato Nacional dos Aposentados, Pensionistas e Idosos (Sindnapi), José Ferreira da Silva, conhecido como Frei Chico. Frei Chico, irmão do presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva, não é alvo de investigação da Polícia Federal (PF).

O Sindnapi é investigado por descontos associativos não autorizados de aposentadoria e pensões do INSS. A entidade teria recebido mais de R$ 600 milhões, entre 2008 e 2025. Na quinta-feira (9), o sindicato foi alvo de nova fase da Operação Sem Desconto, que apura o esquema bilionário de fraudes na Previdência Social. A operação conta com o apoio da Controladoria-Geral da União (CGU).

“Nesta quinta-feira, estarei pautando na CPMI do INSS a convocação de Frei Chico para prestar depoimento à comissão. A convocação integra o bloco de oitivas destinado a esclarecer vínculos de entidades e associações com o esquema de descontos indevidos em benefícios previdencário”, disse o presidente da CPMI, Carlos Viana (Podemos-MG), em seu perfil pessoal na rede Instagram.

Bloqueios de bens

Na terça-feira (14), o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, determinou o bloqueio de R$ 389 milhões, em bens e valores, do Sindnapi. O sequestro atinge as contas do atual presidente da entidade, Milton Baptista de Souza Filho, conhecido como Milton Cavalo, e o espólio do ex-presidente do sindicato, João Batista Inocentini, falecido em 2023.

Milton Baptista foi ouvido, na CPMI do INSS, no mesmo dia da Operação Sem Desconto. Durante a oitiva, o presidente do Sindnapi permaneceu em silêncio, aparado por um Habeas Corpus, expedido do STF. O instrumento impediu, previamente, a prisão de Baptista na comissão. Além disso, livrou o depoente de assumir compromissos típicos dos convocados, conforme explicou Viana, na reunião.

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