Estou cada dia mais apaixonada em escrever nesse cantinho, pois isso tem mantido minha cabeça ocupada e meus olhos mais abertos para tudo que acontece a meu redor. Também porque tem me feito rever e reviver momentos através de minhas fotos.
Hoje vou falar de dois lugares, que são exatamente o meu conceito de fotografia.
Pois é, para mim uma foto é o momento congelado. Esteja você na frente da lente ou atrás dela, a fotografia vai ser sempre um momento congelado que vai fazer você viajar e reviver aquela situação da foto. Talvez você nem esteja nela, nem estava naquela hora, mas ela mostra uma pessoa ou um lugar que transporta você para suas memórias afetivas.
Recentemente uma pessoa por quem sempre tive muito carinho me achou no Instagram e desde então temos revivido um tempo tão legal, quando a gente não tinha preocupação e a diversão era nosso trabalho! Por causa disso resolvi voltar num lugar que é exatamente isso, como uma fotografia de um tempo passado que ficou parado, mas que tudo ao seu redor continuou.
Não sei se já mencionei aqui, mas eu sempre gostei muito de história, minha mãe, uma professora exímia, me ensinava e eu ficava fascinada com tudo. Não sei bem se isso era assunto de história na escola mas quando soube da existência desse lugar, fiquei com vontade de conhecer pois sou curiosa e porque acho que lugares assim são fantásticos para serem fotografados.
Foi em Março de 2016 que fui lá a primeira vez. Fui passar o primeiro aniversário de minha mãe, depois de sua partida, em Nápoles, na Itália, pois é o lugar mais perto de Pompéia, a cidade que foi soterrada pelas lavas do Vesúvio, no 79 D.C. e que hoje é um exemplo real do que seja ‘parar no tempo’!
Para minha primeira vez comprei um tour no qual a gente visitava Pompéia depois ia no pé do vulcão e subia até a cratera. Lá de cima uma vista linda, a cratera em si, como nos filmes, saía fumaça, um cheiro diferente e olhando para aquele buraco imaginei que seria assim o inferno…
Pompéia era uma cidade de veraneio para os romanos ricos. Uma cidade que ficava aos pés do monte Vesúvio e perto do mar. Era uma cidade grande, com tudo que uma cidade tem. Lojas, lanchonetes, restaurantes, zona e uma linda praça central que tinha uma linda vista do seu algoz, que eles não sabiam que aquele monte belíssimo cuspia fogo!
A minha primeira ida à Pompéia foi em meados de Março, lá já estava quente anunciando a primavera. Tinham esculturas espalhadas por toda cidade, dava para sentir de como foi aquele lugar. A guia saia mostrando os pontos de maior interesse. Casas de autoridades, a zona, a praça principal, o anfiteatro, as fontes que eram também pontos de encontro. E ela descrevia tudo que me levou a ver como era a vida ali. Ela mostrou também lugares onde foram encontradas pessoas, e em qual posição estavam. Como assim? Como encontraram pessoas? Pois bem, quando começaram a escavar eles tinham um método de saber onde estava oco por dentro, pois a larva esfriava, a pessoa deixava a forma, então eles faziam um furo, colocavam tipo um canudo e colocavam gesso e deixavam secar, depois quebravam a forma que era a lava e encontravam o formato das pessoas. Um quebra cabeça. Desses estudos já foram feitos documentários e até um filme com um pouco de romance!
Na segunda vez que fui, antes de voltar à Pompéia, fui em Herculano, que fica um pouco mais perto de Nápoles, mas que também foi dizimada pela erupção do Vesúvio, porém ela foi menos atingida e por isso dá pra ver mais dentro das casas e outros lugares.
Não sei porque escolhi de voltar em Novembro de 2017, pois no outono tudo é muito chuvoso, mas eu fui assim mesmo. Como fui sem guia já comecei me perdendo e entrei por onde saí da primeira vez… rsrs, mas isso, nem a chuva me fez desistir. Fiquei um pouco chateada pois muitas das esculturas não estavam mais lá, mas por outro lado eu pude tirar muitas fotos bem diferentes, pois a chuva e as nuvens mudam todo o cenário e o mais importante, a luz fica mais suave. Nesse dia pude ver as água lavando as ruas e tive que atravessá-las usando as pedras que eles colocaram ali para isso. As fontes nas esquinas, cada uma com uma escultura diferente, coletavam água da chuva e as pessoas que não tinham em casa um coletor de águas usavam essas fontes para uso diário.
Acredito que no mundo não exista um lugar assim, que parou no tempo. Existem ruínas, mas como Pompéia e Herculano não. Elas são a prova de que o tempo foi parado, como a gente para o tempo na fotografia. Aquele lugar me fascinou por sua história, pela importância de tudo que ali está, que nos ensinou sobre o começo dos tempos, e por eu ser uma romântica teimosa pude imaginar todas as vidas que ali pararam no tempo e todos os romances que não puderam continuar!
Hoje com a fotografia podemos parar o tempo mas continuar vivendo e revivendo os bons tempos e os romances!
Deixo vocês com com as fotos, o vídeo que foi uma coletânea de stories do Instagram e como sempre a poesia, minha marca registrada!
Até a Próxima!
Aída





































































No reflexo,
Reflito,
Sem nexo,
Sem conflito!
Do azul do céu,
Ao muro caído,
Aceito sem escarcéu,
E revivo o vivido.
Sem conflito,
Sem nexo,
Reflito,
No reflexo!
Aída
11/03/21






























Respostas de 18
Muito Bom!!!!
Brigada Anna! Volte sempre. 😘
Aída, como sempre uma bela narrativa.
As fotos fantásticas!
Parabéns!
É sempre um prazer ler seus comentários aqui… sinto falta de quando não os faz!!! Sim, Ponpéia é um lugar assim maravilhoso! 😘