sexta-feira, 26 de junho de 2026 – 21h50

Entre a alma humana e a eficiência algorítmica: a ‘Podridão Cerebral’ e a ‘Destruição Criativa’

Puer Aeternus
Imagem: OsTrêsAmigos/Lutello

Bem-vindo ao mundo da “podridão cerebral”. Entre a Alma Humana e a Eficiência Algorítmica, a bolha que culminou na internet nos anos 2000. Os interesses econômicos, cujos mecanismos subjacentes apontam para uma “destruição criativa”, afasta a passos largos, da essência magna, legitimamente criativa, surgida da liberdade, da plenitude animal da gente do mundo. O ser livre, contestador, diante a bolha cibernética virtual.

“Podridão Cerebral” (Brain Rot), é uma gíria que a Oxford University Press elegeu como a palavra do ano em 2024, referente à deterioração do estado mental, causada pelo contato com conteúdos tecnológicos de baixa qualidade. Já “Destruição Criativa” é base do tema do trabalho dos vencedores do “falso Nobel” da Economia 2025, referente à própria civilização, diante dos avanços das tecnologias e o absoluto desprezo ao que foi superado.

A bolha da internet, largamente expandida nos anos 2000, é o centro de toda essa conspiração civilizatória, globalista, sob a moderação da Inteligência Artificial. O Papa Leão XIV destacou que a inteligência artificial é uma ferramenta poderosa para o aprendizado, mas não deve ser usada para substituir o esforço pessoal. O pontífice ressaltou que a tecnologia está “se tornando uma das características definidoras do nosso tempo”.

Durante transmissão para cerca de 15 mil jovens em uma conferência católica, no estado de Indianápolis (EUA), o pontífice ressaltou que o seu uso exige discernimento e responsabilidade, que a IA pode ajudar estudantes a crescerem, desde que empregada de forma ética e complementar. O Pontífice lembrou ainda que nenhum avanço tecnológico pode substituir a amizade, a reflexão e o desenvolvimento interior.

Ainda no encontro virtual, Leão XIV falou para os estudantes que “não peçam para ela fazer a lição de casa por vocês”. Segundo o papa, a capacidade de processamento da tecnologia não é capaz de replicar a sabedoria humana. “Ela não pode oferecer verdadeira sabedoria, porque lhe falta um elemento essencial: o discernimento sobre o que é certo e errado”, afirmou o Papa.

Com as sábias palavras do atual sucessor do São Pedro, pude, então, fazer uma análise ampla, com meu acanhado conhecimento e algumas pesquisas — sobre essa nova onda, essa nova ordem mundial, num processo de revolução para globalização, sobre um total controle das massas, dependência absoluta do sistema, escravismo virtual, autoritarismo, genocídio, poder — me aproximar do cérebro da IA.

De repente, abri um aplicativo de IA, iniciei uma conversa e pedi que criasse algumas coisas. Pude constatar que é uma ferramenta magnífica. Gentil, gerou textos, fotos, poesias, até riu e lamentou, interagimos intimamente, sabendo que ela sabe muito mais sobre mim, do que eu sobre ela. Admirável mundo novo — a felicidade controlada e a liberdade. Fica claro que a quebra dos paradigmas atuais é o marco central nessa destruição criativa.

Sobre a podridão cerebral — referente a aplicativos de mídia social, como Tik Tok, X, Instagram, que viciam as pessoas em vídeos curtos, informações excessivas e muita futilidade —, a meu ver, a televisão foi, talvez, o marco inicial e, ainda hoje, tem forte influência sobre a população. Ela transforma os cérebros em mingau, vigoriza uma alienação sem paradeiros.

Nas redes, enquanto ainda há alguma liberdade, por existir a troca, o feedback e, até mesmo, pelos algoritmos, que criam glebas virtuais, bolhas, onde passa a existir aquilo que é de interesse pessoal, a IA se nutre do conhecimento amplo sobre as expectativas e detalhes da vida restrita de cada ser navegante. Informações que não são divulgadas pelas emissoras, mas são nos aplicativos.

Minha impressão é de que vivemos o último tempo de liberdade, autenticidade, virilidade, amor febril. O que está por vir — é uma sensação extremamente pessoal — vai gerar muito sofrimento, sofrimento que já vivemos, em uma involução, em progressão geométrica, dentro de uma agenda com data marcada, até zerar esse tempo, e com ele muito da história. Tempos que se foram e outros tempos que virão, outros verão, outros verões.

Quero dizer que é irreversível. Com a genética, a cibernética, os chips, as demandas do vale do silício, as big-techs, big-fours, big-energy, big-pharma, big-banks, big-aerospace&defense, big-retail, big-food, que controlam os fluxos vitais do mundo moderno —  dados, dinheiro, energia, saúde, comida — seguem a agenda a risco, centralizando e expandindo seus poderes. A grande bolha rumo aos novos tempos.

Haverá muita resistência até lá. Vejo uma sociedade controlada e desumanizada, em que os valores da estabilidade artificial (obediência) e da felicidade obrigatória se contrapõem à liberdade, à história. Qualquer forma de pensamento crítico será censurada ou destruída. O perigo de sacrificar a liberdade, a individualidade e o pensamento crítico em nome de uma estabilidade e felicidade forçadas pelo avanço tecnológico.

Uma Ficção Científica do Futuro Próximo, conhecida das literaturas de um passado presente, qualquer coincidência é pura realidade, como os clássicos 1984 e Admirável Mundo Novo, e tantos outros, O Dia Que a Terra Parou, com presença de extraterrestres, discos voadores, que é assunto restrito às forças armadas. O silêncio que paira, a expectativa que avança, o jogo sendo jogado.

Visite a coluna Puer Aeternus, do Lutello Lima

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Leia Também
Leia Também