sexta-feira, 26 de junho de 2026 – 21h49

Hoje estou no fim, senhora liberdade, abre as asas sobre mim!

Puer Aeternus
Detalhe do mural do mijãozinho, na praça Sinimbu, em Maceió, criado pelo artista plástico alagoano Lourenço Peixoto - Foto: LulaCastelloBranco/NC

Entre leituras, pesquisas, anotações e prints, do legado célebre de notáveis pensadores – que nos trazem essências e nos permitem analisar problemas complexos, de múltiplos pontos de vista, simultaneamente, a desenvolver empatia e aumentar o nível de nosso conhecimento e inteligência -, procuro encontrar o sentimento e as nuances que norteiam a liberdade do pensamento. A reverberação áurea, plena, na reflexão ínfima do ser humano sobre a realidade, a verdade, no universo abismal, com a qual ele se defronta.

Na contemporaneidade, a realidade deste poeta alagoano – que navega as águas turvas de correntes fortes, ventos fortes, marés agitadas -, diante do poder vigente a exacerbar imposições sobre a verdade, tratando-a como própria e única, pisoteando princípios que divergem, aniquilando oposições, ferindo a Lei Magna, no Art. 220. “A manifestação do pensamento, a criação, a expressão e a informação, sob qualquer forma, processo ou veículo não sofrerão qualquer restrição.”

Para o escritor francês Antoine de Saint-Exupéry, em “O Pequeno Príncipe”, fulgura a liberdade de pensamento como uma condição única, quando afirma que “só conheço uma liberdade, e essa é a liberdade de pensamento”, o que assegura a qualquer pessoa o direito de ter e defender uma posição sobre fatos, ideias, opiniões, independente do que os outros pensem. “Todas as pessoas têm direito à liberdade de pensamento, consciência e religião”, assim descreve a Declaração Universal dos Direitos Humanos, no artigo 18.

O escritor português Fernando Pessoa, por Bernardo Soares, no “Livro do Desassossego”, diz que a maioria das pessoas pensam com a sensibilidade. “Para o homem vulgar, sentir é viver e pensar é saber viver. Para mim, pensar é viver e sentir não é mais que o alimento de pensar”. E Eric Arthur Blair, da Índia Britânica, conhecido pelo pseudónimo George Orwell, em “A Revolução dos Bichos”, pontua: “Se a liberdade significa alguma coisa, será sobretudo o direito de dizer às outras pessoas o que elas não querem ouvir”.

Nos “Aforismos para a sabedoria de vida”, o filósofo alemão Arthur Schopenhauer celebra que “quem não ama a solidão, também não ama a liberdade: apenas quando se está só é que se está livre”, enquanto o dramaturgo, romancista, contista, ensaísta e jornalista irlandês, George Bernard Shaw, ressoa, “liberdade significa responsabilidade. É por isso que tanta gente tem medo dela”. Para tanto, diz o poeta norte-americano, Robert Frost: “A liberdade reside em ser corajoso”.

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