Entre leituras, pesquisas, anotações e prints, do legado célebre de notáveis pensadores – que nos trazem essências e nos permitem analisar problemas complexos, de múltiplos pontos de vista, simultaneamente, a desenvolver empatia e aumentar o nível de nosso conhecimento e inteligência -, procuro encontrar o sentimento e as nuances que norteiam a liberdade do pensamento. A reverberação áurea, plena, na reflexão ínfima do ser humano sobre a realidade, a verdade, no universo abismal, com a qual ele se defronta.
Na contemporaneidade, a realidade deste poeta alagoano – que navega as águas turvas de correntes fortes, ventos fortes, marés agitadas -, diante do poder vigente a exacerbar imposições sobre a verdade, tratando-a como própria e única, pisoteando princípios que divergem, aniquilando oposições, ferindo a Lei Magna, no Art. 220. “A manifestação do pensamento, a criação, a expressão e a informação, sob qualquer forma, processo ou veículo não sofrerão qualquer restrição.”
Para o escritor francês Antoine de Saint-Exupéry, em “O Pequeno Príncipe”, fulgura a liberdade de pensamento como uma condição única, quando afirma que “só conheço uma liberdade, e essa é a liberdade de pensamento”, o que assegura a qualquer pessoa o direito de ter e defender uma posição sobre fatos, ideias, opiniões, independente do que os outros pensem. “Todas as pessoas têm direito à liberdade de pensamento, consciência e religião”, assim descreve a Declaração Universal dos Direitos Humanos, no artigo 18.
O escritor português Fernando Pessoa, por Bernardo Soares, no “Livro do Desassossego”, diz que a maioria das pessoas pensam com a sensibilidade. “Para o homem vulgar, sentir é viver e pensar é saber viver. Para mim, pensar é viver e sentir não é mais que o alimento de pensar”. E Eric Arthur Blair, da Índia Britânica, conhecido pelo pseudónimo George Orwell, em “A Revolução dos Bichos”, pontua: “Se a liberdade significa alguma coisa, será sobretudo o direito de dizer às outras pessoas o que elas não querem ouvir”.
Nos “Aforismos para a sabedoria de vida”, o filósofo alemão Arthur Schopenhauer celebra que “quem não ama a solidão, também não ama a liberdade: apenas quando se está só é que se está livre”, enquanto o dramaturgo, romancista, contista, ensaísta e jornalista irlandês, George Bernard Shaw, ressoa, “liberdade significa responsabilidade. É por isso que tanta gente tem medo dela”. Para tanto, diz o poeta norte-americano, Robert Frost: “A liberdade reside em ser corajoso”.





























