terça-feira, 9 de dezembro de 2025 – 08h29

Mais um crime bárbaro de rotina: pai mata filho com veneno

A dor só dói quando é na gente, mas o sentimento da dor a gente sente
Todos temos o direito à vida

Essa criança, que Deus a abrace firmemente, esse pedaço de inocência, que ainda habitou entre nós. O pai, M.S., confessou matar o próprio filho, para afrontar a mãe da criança, pela separação do casal. Comprou o veneno no mercado a R$13, o chamado chumbinho, que mata e resseca os ratos, e deu para o garoto engolir, na escola. Já tonto, trêmulo, participou ainda das tarefas com os amiguinhos, mil anjinhos o rodearam, houve socorro, mas foi fatal. Preso, o pai está sob a custódia da justiça.

O autor tem 24 anos de idade, com passagem na polícia por violência doméstica, e A. L., a criança envenenada pelo pai, completaria 5 anos no dia seguinte ao crime. O pai estava presente no enterro e deu entrevista. Onde fica a sensação do assassinato cometido? Na ex-mulher, mãe da criança, nos familiares e amigos, na consciência? Porém as câmaras da escola haviam captado todo o esquema e o laudo do Instituto Médico Legal (IML) confirma o envenenamento, com chumbinho.

Crimes perfeitos estão nos filmes para adultos ou infantis, nas novelas, telejornais, e imperfeitos quase sempre, nos detalhes do vacilo, em testemunhas despercebidas, em flagrantes excepcionais. As pistas sempre apontam para o crime. Num mundo de câmaras espalhadas por todas as cidades, celulares, drones, satélites, gps, olhos por todos os lados. É, cada dia mais difícil de se cometer um crime sem que nunca descubram sua identidade. Falo dos crimes de morte, de vidas que acordam, dormem e sonham.

Há uma perversidade comum, de natureza vulgar, que transformou-se em hábito na sociedade atual, quando nos deparamos com frequência com ações malignas, esdrúxula na hora da morte, por ciúmes, por ganância, por drogas, por inveja, por discórdia, entre familiares ou desconhecidos, namorados, trânsito, vizinhos, assaltante com a arma diante o cidadão, até pai contra filho, condenando-o a não viver, roubando-lhe a vida, em todos os casos, roubando-lhes as vidas.

Só a partir do exemplo se pode transformar isso, com respeito, dignidade, honra, honestidade, caráter voltado para o bem a todos, os limites, as divisões. A vida humana surgiu da união, mas grupos saíram por aí, criaram suas culturas, habitaram regiões, evoluíram, e tantos se foram e tantos ainda estão por aqui. O que vale em tudo isso, face a face com uma criancinha morta pelo pai, envenenada, porque este queria vingar-se da mãe do menino. Que valor tem a vida de uma criança qualquer, em tempos de genocídios?

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Leia Também
Leia Também