sexta-feira, 26 de junho de 2026 – 22h24

PRESTE ATENÇÃO NAS MÚSICAS QUE VOCÊ ESCUTA*

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Na medida em que aprendemos que a nossa vida avança como consequência de nossas escolhas, revisito o ilustre compositor e músico Geraldo Azevedo:
“A gente colhe o que lê, o que ouve, o que fala, o que canta, o que planta*”
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O Projeto C 27, realizado em 2019, passou todo o ano de 2020 tendo sua execução em andamento. Com um belo e bem definido programa de necessidades: Terraço/garagem para até 03 autos; estar; jantar; copa; cozinha parte americana e parte encapsulada; despensa, dependência completa; lavanderia/serviço; atelier 1; lavabo; hall quintal; hall e escada no térreo. Na edícula: atelier 2, WC e depósito. Os recuos frontais, laterais e de fundos, bem generosos, permitem futuras ampliações, casinha na árvore e piscina. No primeiro pavimento: sala privativa de áudio e mídias; três suítes com closets e varandas (sendo a suíte do casal com a particularidade de contemplar dois setores para o WC senhora com hidromassagem e o WC senhor).

É por demais gratificante observar o brotar da construção civil no terreno, a experiência pode trazer as confirmações esboçadas na etapa que a precede: o espiral de Projeto. É no ato de projetar que se esgotam todas as possibilidades, do fluxo dos usufrutuários a boa maneira de enfrentamento das intempéries. Reforçando o ponto que embora parece o Projeto ser “para” é na verdade o Projeto é “contra”. Explico o Projeto nasce defendendo toda e qualquer possível contradição. Simulador de enfrentamentos na objetividade básica e pragmática de oferecer abrigo as necessidades presentes.

No dizer dos colegas e mestres precedentes que nos inspiram algumas frases ecoam além dos nossos dias: “Arquitetura é o sábio jogo dos volumes sob a luz”, segundo Le Corbusier. Mies Van Der Rohe, por sua vez emplaca os consagrados: “Deus mora nos detalhes” e “Menos é mais”. Serão essas pérolas metafóricas os mantras que guiam o bom gosto de algumas gerações, até por que não se comprometem com resultados estéticos perenes, mas, com o subliminar e as subjetividades. Que interessante expandir!

Elucidar os espaços é missão do Arquiteto. Aqui diante de um painel de cobogós de nossa autoria, fotografia de Aída Barros de Britto. Saber transferir conceitos transformando espacialidades é o mister. O recurso bem utilizado e aplicado fazendo com que a luz e os ventos possam promover a facilidade do conforto na vida de todos que possam usufruir. Sobre o tempo, sopra o vento. Ar e luz, equação certa. Mais importante que a cor é a luz. É o fazer sobre o chão notadamente, com as culturas que permeiam. Luz, tom, cor, sinais, signos. Mas, primordial e sobretudo a reunião de todos os fatores e elementos capazes de promover a experiência da existência do ser.

“Arquitetura é música e a música é arquitetura”, escreveu o celebrado Alceu Valença, durante o nosso primeiro encontro em São Miguel dos Campos, quando projetei a ornamentação da cidade para os festejos juninos nos idos de 1988. “Em Alagoas, São João é São Miguel”, mote que ajudei a construir. Desenhar é arriscado pois, corre-se muitos riscos quando se busca entender do traçado. A Arquitetura nossa de cada dia, nada mais é que a centelha do Divino labor acentuada pela satisfatória transpiração na busca da oferta de solidariedade. A cada etapa, uma nova constatação e aprendizado. Em cada fase, a busca e a alegria dos encontros.

No canto de Belchior encontra-se: “Amar e mudar as coisas, me interessa mais”. Se da vivência a mudança é real certeza, façamos! Já dizia Pablo Picasso: “Quando a inspiração chegar, que me encontre trabalhando”. Entre todos esses mais de trinta anos fazendo o que mais se gosta está intrínseca a sinergia com toda ampla gama de fornecedores, colaboradores e os muitos fazedores. Nada se faz sozinho, senão pela compensação de ideias e ideais entre pares. Cujo intuito maior deve ser fazer que se perpetue no tempo a bela capacidade de servir. Já afirmou Benévolo: “Arquiteto! Servo e líder”. O Projeto prevê. O Projeto intenciona. O Projeto contempla. O Projeto busca. O Projeto adequa. O Projeto promove.

Pela soma de razões aqui expostas, o fazer do Arquiteto, meus caros e atentos urbaNAUTAS é capaz de almejar atingir ampla complexidade desde o ato de processar o briefing, desenhar, debater, partir para maquete física ou o 3D; ter o Projeto aprovado pelo cliente, seguir a tramitação na prefeitura e acompanhar o cotidiano esforço da equipe de colaboradores no belo processo de edificação.

Arquitetura é tradução e tradição. Ouso pensar assim, de modo que, as inovações incorporadas permitem futuras ampliações. a Arquitetura é do cliente e para o cliente.

É imperativo pensar que vencidas as etapas, o resultado edificado possa servir e durar contribuindo sobretudo com as experiências e vivências nesse nosso modelo humano de existir. Trabalhar, deslocar, divertir, orar e morar.

Recomendo e reconheço que o Arquiteto deva ser uma antena capaz de captar e processar todas as informações capazes de conduzir e promover o resultado final, aquele que sonhado, indubitavelmente atende. Como já cantou Adriana Calcanhoto: “Presto muita atenção no que meu irmão ouve”.

Maceió das Alagoas,
terça feira, 28 de novembro de 2023

RCF
Texto e fotos

Respostas de 6

  1. Belo texto. RCF mostra que vive, respira e canta em conformidade com a satisfação do cliente. Projetos arrojados e de bom gosto. Parabéns 👏👏👏👏

  2. Replicando comentário de Helena de Arroxellas Costa, via whatsapp:
    “! meu arquiteto preferido. Você é muito especial! Deus o abençoe e ilumine sempre. Aproveite seus dons e Talento BEIJINHOS COM CARINHO E SAUDADE 👏👏👏❤️❤️❤️❤️❤️❤️

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