sexta-feira, 24 de abril de 2026 – 06h40

Estudo da UFRJ descobre molécula capaz de proteger o cérebro do Alzheimer

Pesquisadores publicaram experiência em periódico científico após resultados positivos com camundongos
Estudo pode ajudar no controle dos efeitos do Alzheimer Foto: pasja1000-Julita/pixabay

Pesquisadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) descobriram uma molécula que pode proteger o cérebro dos efeitos do Alzheimer. O estudo foi publicado no periódico científico British Journal of Pharmacology, em junho deste ano, após resultados positivos, obtidos em testes realizados com camundongos. A molécula, batizada com o nome de LASSBio-1911, é capaz de fornecer suporte e nutrição aos neurônios.

Divididos em dois grupos, os roedores receberam uma substância capaz de provocar sintomas de Alzheimer. Para um dos grupos, a molécula LASSBio-1911 estava associada à substância inoculada. Na sequência, foram apresentados aos roedores dois cubos de cores diferentes e, depois, um dos cubos foi substituído por uma bola.

Durante a experiência, descobriram-se diferenças de memória entre os dois grupos: enquanto o grupo que não havia recebido a molécula não lembrava ter sido apresentado ao cubo, o outro, foi capaz não apenas de se lembrar, mas também de reconhecer os objetos após a troca. A manutenção da memória se deu graças a ação da molécula nos astrócitos, que são células estreladas.

O Alzheimer ocorre devido à demência frontotemporal e por ação dos Corpos de Lewy. A perda da capacidade cognitiva desenvolvida é mais comum em idades mais avançadas, exceto quando há lesão do lobo-temporal, que afeta pacientes mais jovens. A demência por Corpos de Lewy apresenta outros sintomas, como tremores, lentidão, rigidez, alucinações e crises de apatia que podem durar dias.

As demências são divididas em dois grupos: o grupo da demência primária, cuja doença mais comum é o Alzheimer. E, em menor escala, o grupo da demência secundária, que é a demência vascular, geralmente causada por Acidente Vascular Cerebral (AVC). O neurocirurgião Carlos Roberto Massella Jr. a define como “problemas de circulação sanguínea no cérebro, resultando em danos nos tecidos cerebrais”.

Estudo feito pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), em parceria com a Universidade de São Paulo ( USP) mostraram que exercícios, como corrida e musculação, podem prevenir ou retardar o surgimento do Alzheimer. “Exercícios de fortalecimento, associados a exercícios aeróbicos, têm um ganho acima do que o feito isoladamente. Então é importante a associação desses dois tipos de exercícios”, explica o geriatra Leopold Bussi.

*Com informações da Revista Oeste

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