Sete movimentos agrários amanheceram no calçadão do Centro de Maceió em protesto contra o novo titular do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), em Alagoas. O nome teria sido indicado pelo deputado federal, Arthur Lira (PP-AL), após exoneração de Wilson César de Lira Santos, primo do parlamentar. Os movimentos ocupam a sede do Incra, localizada no Edifício Walmap, no mesmo bairro, desde segunda-feira (29). Eles exigem que José Ubiratan Rezende Santos, conhecido como Bira, assuma a superintendência do órgão. Entre os grupos, estão representantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e da Frente Nacional de Luta (FNL).
Os manifestantes acamparam em cerca de 200 metros de extensão da rua do Livramento, umas das principais vias de mobilidade do bairro. Uma quebra de braços está estabelecida entre os movimentos e o governo federal. Eles afirmam que permanecerão na área até o pleito ser atendido. Ontem, o ministro do Desenvolvimento Agrário, Paulo Teixeira, disse que o governo só vai negociar após a desocupação, que é prerrogativa do governo federal definir o nome. Na tarde desta terça-feira (30), representantes do Ministério e dos movimentos agrários irão se reunir de forma remota.
Segundo Marcos Antônio Silva, conhecido como Marrom, membro da coordenação regional da FNL, Teixeira teria cedido a pressões e trocado “seis por meia dúzia”. “O ministro Paulo Teixeira, na minha visão, foi fraco, não garantiu a sua palavra, que deu para os movimentos, e pediu a benção a Arthur Lira que, em seguida, indicou o nome. É um nome, que é um rapaz que é assentado, porque negocia lotes lá, em Maragogi, não tem perfil nenhum, nem compromisso com a reforma agrária. O que ele fez foi trocar seis por meia dúzias. O ministro trocou seis por meia dúzia. Botou um cara que é ligado à atual gestão do Incra, certo? Esse rapaz não corresponde à nossa demanda e não nos representa”, afirmou.
Até o fechamento desta matéria, não foi possível contato com o Incra Alagoas. A reunião entre as partes ainda não foi concluída. A autarquia ocupa o quarto, quinto e 11º andares do Edifício Walmap. A sede original, localizada na praça Sinimbu, também no Centro de Maceió, encontra-se abandonada.





























