A Braskem decidiu fechar as portas em Maceió se acaso a análise do Instituto do Meio Ambiente (IMA) não licenciar as operações da unidade de cloro e soda, no bairro do Pontal da Barra, zona sul da cidade. Sob recomendação da CPI da Braskem, o IMA não deve renovar a licença até que haja a transferência da fábrica para outro local e que seja coberto todo passivo, decorrente do desastre ambiental, que destruiu cinco bairros da capital alagoana.
Segundo reportagem do jornal Extra, o presidente da Federação das Indústrias de Alagoas (FIA), José Carlos Lyra, recebeu o comunicado da decisão, em mãos, do presidente-executivo da mineradora, Roberto Ramos. A empresa, que já havia decidido não extrair mais o sal-gema em Alagoas, explorando jazidas em outros estados, ou mesmo importando de outros países, disse que essa operação encarece os custos da produção de cloro e soda cáustica.
Para manutenção da competitividade no mercado internacional dos produtos, sobretudo em relação à China e aos Estados Unidos, seria preciso investir alguns bilhões de reais na modernização da fábrica em Maceió, que está obsoleta, em funcionamento há mais de 50 anos na cidade. A Braskem descartou, ainda, a possibilidade de transferir a sua planta do Pontal da Barra para outro local, uma vez que os custos chegariam à monta de R$ 1 bilhão.
A mineradora admite abastecer o pólo cloroquímico de Marechal Deodoro, com matéria prima produzida no polo de Camaçari, unidade baiana da petroquímica. Utilizaria também a planta de Maceió como depósito dos produtos químicos, com os devido embarque no porto do Pontal da Barra.
*Com informações do Jornal Extra





























