Nessa terça-feira (2), em pronunciamento na sessão ordinária da Casa de Tavares Bastos, o deputado estadual Cabo Bebeto (PL) questionou o grande número de cirurgias bariátricas realizadas mensalmente em Alagoas, custeadas pelo Governo do Estado. “Os números são estranhos e preocupantes. Somente no mês de maio de 2023, o Governo de Alagoas pagou ao hospital Carvalho Beltrão quase R$ 1,7 milhão, referente a 60 cirurgias bariátricas”. Por ano, seriam 720 procedimentos para redução de peso, apenas nesta unidade de saúde, localizada no município de Coruripe.
Cabo Bebeto fez ainda um comparativo dos gastos da União, com o mesmo procedimento, constatando que o Sistema Único de Saúde (SUS) gastou, em 2023, o equivalente R$ 22 milhões em todo o Brasil. “É razoável que um hospital no interior realize proporcionalmente mais cirurgias bariátricas do que todo o país?”, indagou o deputado.
Em aparte, Fernando Pereira (PP) apoiou o colega, lembrando que leis federais priorizam os investimentos nos hospitais estaduais e filantrópicos. Acusou o Estado de dar prioridade aos hospitais privados. “Enquanto vemos vários hospitais estaduais e filantrópicos se acabando”. Destacou, ainda, os relatos de pacientes, com insuficiência renal grave, que residem no Sertão alagoano, mas se veem obrigados a fazer o tratamento na capital, Maceió.
A bancada do Governo saiu em defesa do Executivo estadual. O deputado Silvio Camelo (PV) afirmou que ele, Cabo Bebeto, deveria estar elogiando os números. “Este valor não é nenhum absurdo, está dentro do padrão normal. Não se deveria reclamar quando temos mais cirurgias sendo realizadas”, disse. “Você chega aqui e reclama porque faz pouco, e reclama porque faz muito. Então, a tese aí não é solucionar, é reclamar”, afirmou o líder da bancada.
Em apoio a Camelo, o deputado Bruno Toledo (MDB) refletiu sobre quantas destas cirurgias são realizadas em outros estados. “Quantas cirurgias o estado, por exemplo, de Pernambuco realizou? No ano de 2023, 90 cirurgias foram realizadas pelo estado da Paraíba. Se multiplicarmos 90 por mês, são mais de mil procedimentos no ano. E reclamar por Alagoas ter feito 700?”, questionou. “Vamos aproveitar esse tema e ampliar ainda mais o número desses procedimentos”, ressaltou, finalizando.





























