O latrocínio, que vitimou o fotógrafo Moacyr Júnior, 40 anos de idade, na sexta-feira (6), na Avenida da Paz, Centro de Maceió, já tem a autoria identificada. O acusado, de 25 anos de idade, detento sob regime semiaberto, por outra tentativa de latrocínio, havia sido liberado, sem tornozeleira eletrônica, quatro horas antes de cometer novo crime. A polícia entra em fase de diligência para localizar o criminoso, que tem prisão preventiva decretada. Reforço policial e melhoria no sistema de videomonitoramento serão implementados nos bairros Centro e Jaraguá.
“Nós acreditamos que chegamos à autoria do fato. Com imagem de câmara de segurança, investigação e oitiva de testemunhas, identificamos que a pessoa responsável pelo latrocínio foi um indivíduo que tinha saído do sistema prisional cerca de três horas antes do crime. Ele pratica o delito com a mesma roupa, que sai do sistema prisional. É bem claro nas imagens. Lamentamos a questão legal que acabou viabilizando a soltura dele, porque ele estava preso por uma tentativa de latrocínio, felizmente a vítima não faleceu. Ele foi preso, quando foi solto, acabou vitimando o Moacyr [Fernandes Júnior], que a gente lamenta profundamente”, esclareceu José Carlos dos Santos, secretário Executivo de Gestão Interna, da Secretaria de Estado da Segurança Pública.
O policiamento deve ser reforçado nos bairros do Centro e de Jaraguá após o crime na Avenida da Paz. “Nós estamos preocupados. Fizemos uma reunião hoje mais cedo, com a região do Centro e de Jaraguá, onde a gente sabe que tem pessoas em situação de vulnerabilidade. A gente entende que alguns crimes acabam ocorrendo por isso. Vamos reforçar o policiamento. Renovamos e ampliando o sistema de videomonitoramento, com tecnologia embarcada, com reconhecimento OCR [Optical Character Recognition] e facial, que a gente espera dar uma segurança maior para as pessoas que transitam no Centro e em Jaraguá”, informou José Carlos dos Santos.

O acusado havia sido preso em março deste ano por tentativa de latrocínio, com arma branca, no bairro de Jaraguá. Fora do sistema prisional em regime semiaberto, com alvará de soltura expedido pela Justiça, ele estava sem tornozeleira eletrônica. O estado de Alagoas não possui presídios para cumprimento de regime semiaberto. O infrator responde ainda por homicídio cometido em 2017. Foi aberto Boletim de Ocorrência contra ele por furto de aparelho celular da própria mãe.
“O sistema não tem tornozeleira à disposição para todo mundo. Acredito que por isso não colocaram. Ele iria voltar para agendar a colocação da tornozeleira. Essa dinâmica tem de ser vista com o Sistema [Prisional]. Eles têm de colocar o cara em liberdade. O estado já fornece um meio-termo para não colocar cem por cento em liberdade, porque ele teria de ficar na rua, se trabalhasse, e, à noite, voltar para dormir, no sistema semiaberto. Como não tem semiaberto, ele volta para colocar uma tornozeleira. Como tem muitos presos, às vezes não tem oferta de tornozeleira para todos”, esclareceu o delegado Lucimério Campos, diretor de Polícia judiciária da Capital e Região Metropolitana.
O crime
O fotógrafo Moacyr Júnior, 40 anos de idade, foi vítima de latrocínio, na sexta-feira (6), por volta das 15h, na Avenida da Paz, Centro de Maceió. Na tentativa de roubo do aparelho telefônico, o criminoso desferiu golpe com arma branca, na região do tórax, levando o fotógrafo a óbito. Moacyr Júnior deixa esposa e um filho de apenas sete anos de idade.






























Uma resposta
Um pai de família. Estava ali acompanhando o filho que praticava natação no clube Fênix, as três horas da tarde, na avenida da Paz. Deu uma rápida saidinha para comprar um lanche na esquina, na calçada principal da via, automóveis aos montes indo e vindo, o sol latente, a olhos nus, já chegando a entrada do clube lhe surge alguém encarnado com o diabo, possuindo uma faca na cintura, que há quatro horas havia recebido um alvará de soltura do presídio, um delinquente como tantos outros a solta, vagueando pelas rua a mercê do narcotráfico, deu um bote para tentar roubar seu celular. O pai, no susto, reagiu e furtou-se, mas a ação da entidade que conduzia o criminoso não desistiu, persistiu, sacou a arma branca da cintura, uma faca de ponta e apunhalou o peito do cidadão. E fugiu. Ouvi sobre esse caso alguns comentários que me deixaram a refletir, do tipo: “Ah, ele não deveria ter reagido!”, “Não devia andar com o celular na mão!”, “Aquele lugar é perigoso, a praia da Avenida é deserta”, “Terá impunidade mais uma vez. Prende, larga e solta. Prende, larga e solta…”, “A justiça brasileira está destruindo o país”, daqui para adiante, os comentários que li nas redes sociais, deixa muito claro a insatisfação com o poder público em geral. Ainda li muitos comentários que diziam: “Bandido bom, só morto”, e até: “O STF quer soltar todos eles”… Enfim, Essa gleba dominadora nos levará, realmente, ao previsto Apocalipse? Pois, para mim, que me sinto no lugar deste cidadão, e que há dias eu houvera de estar exatamente passeando por aquela calçada, e que certamente reagiria a este ser insano, um terrorista do narcotráfico que nosso Poder parece apoiar, quiçá, ali moribundo, como ficou, findando seus últimos sonhos, até que a luz do divino que o acudiu. Todos um dia morreremos, mas a vida é um presente que recebemos na pura fecundação amorosa, e devemos todos os dias viver pelo prazer de habitar um planeta tão bonito, repleto de tudo, que só clama o respeito recíproco. A evolução entrou em xeque, xeque mate. São momentos perigosos os que estão por vir.