sexta-feira, 1 de maio de 2026 – 08h44

Sessão discute drama de marisqueiras de Alagoas por desastre ambiental da Braskem

Impacto afeta vida de cerca 12 mil mulheres
Foto: Reprodução/ALE-AL

A Assembleia Legislativa de Alagoas realizou, na segunda-feira (28), uma sessão especial para discutir os impactos do desastre da Braskem em Maceió, nas vidas de pescadoras e marisqueiras, que perderam suas casas, trabalhos e redes de apoio. De acordo com a autora da sessão, deputada Fátima Canuto (MDB), as principais demandas são os desafios econômicos, escassez de peixes e mariscos, dificuldades no acesso a benefícios previdenciários, expulsão de comunidades pesqueiras, devido ao crime ambiental. 

“Alagoas possui cerca de 12 mil mulheres pescadoras registradas, mas muitas trabalham informalmente e não são reconhecidas oficialmente”, informou a deputada Fátima Canuto, acrescentando que a degradação da Lagoa Mundaú impactou diretamente na atividade da categoria, devido ao desaparecimento e morte de peixes e mariscos, agravando a insegurança econômica e alimentar dessas comunidades. 

De acordo com a presidente da Cooperativa das Marisqueiras (Coopmaris) do Vergel do Lago, Vanessa Santos, o desastre da Braskem foi uma situação muito triste para todos que sobrevivem da pesca na orla lagunar de Maceió, sobretudo para as marisqueiras, que ficaram impedidas trabalhar, uma vez que a única fonte de renda é a pesca do sururu.

A sessão contou com a presença da ministra de Estado das Mulheres, Aparecida Gonçalves. A gestora destacou o debate, que tem por objetivo aperfeiçoar o processo iniciado em fevereiro último, quando do encontro com as pescadoras e marisqueiras, em Maceió. “Nós vamos investir os recursos necessários para que a cooperativa possa se equipar e vocês terem um espaço para trabalhar os mariscos e terem seus recursos”, garantiu Gonçalves.

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