sexta-feira, 15 de maio de 2026 – 23h14

Tragédia no RS leva varejistas a restringir oferta de arroz

Federação Nacional dos Produtores de Arroz disse que abastecimento no mercado interno está garantido
Foto: GeraldoBubniak/AgênciadeNotíciasdoParaná/AgênciaCâmaradeNotícias
Mercado interno não deverá ser desabastecido - Foto: GeraldoBubniak/AgênciadeNotíciasdoParaná/AgênciaCâmaradeNotícias

Os supermercados de alguns estados brasileiros restringiram a oferta de arroz, devido à tragédia no sul do país, para resguardar o estoque, caso haja desabastecimento. Adotam limite de compra em unidades do produto, por cliente. Tendo em vista que o Rio Grande do Sul, estado atingido pela pior enchente da sua história, é o maior produtor de arroz do Brasil, responsável por 68,15% da produção nacional. Redes alagoanas, como Palato e Unicompras, apresentam informes aos seus clientes nas lojas e em suas redes sociais, como medida preventiva. A Federação Nacional dos Produtores de Arroz (Fedearroz) publicou nota, esclarecendo que não há problema “com relação ao abastecimento do mercado interno”.

O informe é basicamente o mesmo: “Em virtude das intensas chuvas recentes que estão afetando o Rio Grande do Sul, importante região produtora de arroz, informamos que poderá haver impacto no abastecimento deste produto nos mercados. Como medida preventiva para garantir o acesso a todos, está limitada a quantidade de arroz a (X) unidades por CPF, por tempo indeterminado”. Há variação na quantidade, conforme estoque e perspectiva do varejo. Na rede Mix, por exemplo, o limite são 10 unidades; já no Unicompras, 5 e no Palato, 3. 

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva havia dito que o Brasil talvez precisasse importar arroz e feijão para equilibrar a safra e conter o aumento de preços. A declaração foi feita, na terça-feira (7), em entrevista a emissoras de rádio, no programa Bom Dia, Presidente, produzido pela Empresa Brasil de Comunicação (EBC). O RS teve 78% da área de plantação de arroz já colhida antes das inundações, mas ainda estão em risco cerca de 200 mil hectares e 1,6 toneladas do grão. O volume que resta ser colhido de arroz representa 16% da safra estimada para o Brasil em 2024.

O ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, anunciou que o país vai importar um milhão de toneladas de arroz. Ele disse que a medida visa regular a quantidade do produto disponível no mercado nacional. Segundo Alexandre Velho, presidente da Federarroz, a dificuldade na colheita não afetará o abastecimento dos supermercados.

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