quarta-feira, 13 de maio de 2026 – 06h58

25 de agosto: dia dos trabalhadores que preservam a tradição das feiras livres

Data homenageia os feirantes e reconhece seu papel na cultura e economia
Foto: Lula Castello Branco / Agência NC
Fotos: LulaCastelloBranco/NC

Coloridas, cheias de aromas, sabores e histórias, as feiras livres fazem parte da vida e da memória afetiva de milhões de brasileiros. No dia 25 de agosto é celebrado o Dia do Feirante, data que homenageia os trabalhadores que, ainda de madrugada, já estão a postos para garantir alimentos frescos, qualidade e diversidade nas mesas da população.  Espaços de convivência, cultura e fortalecimento da economia local, as feiras livres são reconhecidas como patrimônio cultural, preservam tradições e fortalecem os laços de confiança entre produtores e consumidores.

Em Maceió, mais de 3.500 feirantes estão cadastrados na Secretaria de Abastecimento, Pesca e Agricultura, distribuídos em nove mercados públicos, além de outros 300 feirantes que atuam na Feirinha do Tabuleiro. Eles desempenham papel essencial na movimentação da renda local, na geração de empregos e no escoamento da produção de pequenos agricultores.

Entre as histórias que atravessam gerações está a de Valmir Vieira, 58 anos. Ele cresceu no Mercado da Produção, inaugurado em 1978, onde o pai mantinha a Tabacaria Popular. Hoje, orgulha-se de ter sustentado a família e formado dois filhos — um engenheiro químico e um tecnólogo em radiologia — com o fruto do trabalho como feirante. “Meu pai me deu uma faculdade que foi essa aqui. Viver do comércio exige dedicação e conhecimento. Aprendi no dia a dia a hora de comprar mais mercadoria, a hora de comprar menos. Foi a feira que me ensinou”, conta.

Outro exemplo é o de dona Zeza do Charque, figura conhecida no Mercado. Ex-servidora pública, aderiu ao Plano de Demissão Voluntária (PDV) em 1997 e investiu em cinco bancas de verduras. Com o tempo, migrou para o comércio de charque, atividade que exige técnica e atenção ao cliente. Aos 62 anos, ela se orgulha de ter criado os filhos e hoje ajudar também na criação dos netos, com a renda da feira. 

“Não é fácil, é trabalho de domingo a domingo. Mas sempre digo que este mercado é mágico: ninguém vem trabalhar aqui e volta sem dinheiro. Quem vive da feira consegue ter uma vida digna. Tenho certeza de que meus filhos vão dar continuidade ao negócio. Aqui a gente recebe com sorriso no rosto e muito bom humor. Fazemos de tudo para conquistar o cliente, por isso eles sempre voltam. Temos fregueses de anos, desde políticos e desembargadores até médicos, professores e famílias inteiras”, afirma.

 

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