sexta-feira, 15 de maio de 2026 – 21h23

Arquipélago de São Pedro e São Paulo receberá nova estação científica 

É o pedaço do Brasil mais próximo do Continente africano, com cerca de 1.820 km das praias de Guiné-Bissau
Foto: ReproduçãodeVídeo/MarinhadoBrasil

O Arquipélago de São Pedro e São Paulo é um conjunto de ilhas rochosas situadas acima da linha do Equador, pertencente ao território brasileiro. A Marinha do Brasil (MB), a Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), a Fundação Espírito-Santense de Tecnologia (FEST) e a Caixa Econômica Federal assinaram um Acordo de Cooperação Técnica que possibilitará a substituição da atual Estação Científica do Arquipélago com o suporte de recursos de compensação ambiental.

O conjunto de ilhas, que está a cerca de 1.000 km do litoral do Rio Grande do Norte, tem uma localização estratégica que incorpora em área marítima 450.000 km², e integra a área de 5,7 milhões de km² da Amazônia Azul. Sua formação é um caso muito raro. Um conjunto de montanhas que se ergueu do fundo do oceano a 4.000 metros de profundidade, sua superfície é formada de manto terrestre, tendo a parte mais alta destas ilhotas apenas 18 metros. O Arquipélago representa a presença brasileira no Atlântico Norte. A Marinha do Brasil mantém no local um farol e a Estação Científica, há mais de 20 anos.

Uma curiosidade é que ocorrem terremotos toda semana, a maioria de baixa intensidade. As 5 ilhas que compõem o Arquipélago são um refúgio rico em biodiversidade, no meio do oceano Atlântico, um local de repouso e refeitório para aves e peixes migratórios, embora não haja qualquer vegetação nem fonte de água doce, tem grande potencial para realização de pesquisas em variados campos científicos. milhares de cientistas já visitaram a região, é um laboratório a céu aberto para a ciência, como geologia, oceanografia, biologia e sismologia. 

O acordo celebrado vai permitir a modernização da atual estação que já estava bastante desgastada. “Estamos com vários outros planos. Se der certo, no segundo semestre, já teremos internet lá. Nossa intenção com isso é dar mais visibilidade aos projetos de pesquisa para que os brasileiros possam conhecer o patrimônio que eles têm e aumentar o senso de pertencimento daquela área que é nossa. Esse ato representa um importante marco por que reitera nossa mensagem de estar presente nessa área de 5,7 milhões de km² da Amazônia Azul. O Estado estará presente, não só a Marinha, mas também a academia e as autoridades ambientais”, destacou o Secretário da Comissão Interministerial para os Recursos do Mar, Contra-Almirante Ricardo Jaques Ferreira,

Com informações da Agência Marinha de Notícias

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Leia Também
Leia Também