Avança no Senado Federal o projeto que inclui conteúdos femimistas no currículo escolar. Aprovado na Comissão de Direitos Humanos, na quarta-feira (19), o PL 557/2020, de autoria da deputada federal Tabata Amaral (PSB-SP), torna obrigatória a abordagem feminista em disciplinas como história, ciência, artes e cultura do Brasil e do mundo, nos ensinos fundamental e médio, de escolas públicas e privadas. A matéria, que altera a Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB), segue para análise e posterior aprovação na Comissão de Educação e depois será votada no Plenário da Casa legislativa.
De relatoria da senadora Soraya Thronicke (Podemos-MS), o PL visa resgatar “as contribuições, as vivências e as conquistas femininas nas áreas científica, social, artística, cultural, econômica e política”, por meio da obrigatoriedade de abordar na matriz curricular as experiências e perspectivas da muher. Antes de ser encaminhado ao Senado, a redação final do texto foi aprovada na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania, da Câmara dos Deputados, em abril de 2023.
“Em razão dos estereótipos existentes, há uma associação de brilhantismo e genialidade muito mais aos homens do que às mulheres. A existência desses estereótipos influencia a tomada de decisões de meninas a partir dos seis anos de idade, desencorajando-as de interesses em determinadas matérias, o que, como consequência, contribui para que diversas áreas e carreiras de grande reconhecimento tenham baixa representação de mulheres”, explicou Thronicke.
O projeto prevê ainda a instituição da “Semana de Valorização de Mulheres que Fizeram História”, a ser realizada anualmente, na segunda semana do mês de março, no âmbito das escolas de educação básica do país. Segundo Thronicke, a campanha visa fomentar a igualdade entre os gêneros masculino e feminino. “A Semana de Valorização de Mulheres que Fizeram História não é uma data comemorativa, mas uma verdadeira campanha que visa à implementação de ações que objetivam concretizar o princípio constitucional de igualdade entre meninas e meninos, entre mulheres e homens”, complementou a senadora.





























