sexta-feira, 15 de maio de 2026 – 17h56

Bandeira amarela: conta de energia elétrica ficará mais cara a partir de julho

Sistema de bandeira será acionado, e consumidor vai pagar R$ 1,88 a cada 100 kWh
Foto: LutelloLima/NC
Sistema de bandeira retorna após dois anos de suspensão Foto: LutelloLima/NC

O  brasileiro vai pagar a mais na conta de energia elétrica a partir de julho. A bandeira amarela será acionada, dando início ao retorno do sistema de bandeiras, após dois anos de suspensão. Com a determinação, comunicada em nota pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), será acrescido R$ 1,88 a cada 100 kWh (quilowatt-hora) consumido. A medida ocorre devido ao acionamento das usinas térmicas, por causa da previsão de chuvas abaixo da média até o final do ano e da expectativa de consumo acima do normal no inverno, que terá temperaturas superiores à média histórica. 

Ao acionar as usinas termelétricas, a expectativa é de aumento na demanda por gás natural, especialmente de GNL (gás natural liquefeito) importado para alimentar as térmicas. Com isso, o encarecimento da energia produzida, refletindo nas contas que os consumidores pagam. Conforme previsões do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), o país vai necessitar bastante da energia oriunda das térmicas. 

São quatro níveis no sistema de bandeiras. A bandeira verde não cobra taxa extra. As outras bandeiras têm valores adicionais a cada 100 kWh consumidos: na amarela, R$ 1,885; na vermelha patamar 1, R$ 4,465; e na vermelha patamar 2, R$ 7,877. “Dessa forma, o consumidor ganha um papel mais ativo na definição de sua conta de energia. Ao saber, por exemplo, que a bandeira está vermelha, o consumidor pode adaptar seu consumo para ajudar a reduzir o valor da conta”, diz a Aneel.

Esses valores são revistos a cada ano. No início de 2024, a Aneel teria aprovado reduções entre 20% e 37%. Os cortes seriam “devido ao cenário hidrológico favorável, à grande oferta de energia renovável no país e aos alívios verificados no preço dos combustíveis fósseis no mercado internacional”. Em junho, as projeções de chuva e demanda já estão impactando no preço da energia no mercado atacadista e há risco das hidrelétricas gerarem menos do que os valores contratados.

O sistema de bandeiras tarifárias, criado em 2015, reflete o custo variável da produção de energia no país. Em 2021, com a seca severa nas bacias das regiões Sudeste e Centro-Oeste, o governo criou a bandeira adicional, chamada de bandeira de escassez hídrica, com valor de R$ 14,20 por 100 kWh consumidos. Desde abril de 2022, a Aneel não acionava o sistema de bandeiras. No período, o elevado volume de chuvas e o crescimento da geração renovável permitiram a ausência de taxas extras nas contas.

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