Com informações do Exército brasileiro, desde 2018, quando o governo iniciou a Operação Acolhida, até 2024, atravessaram a fronteira da Venezuela para o Brasil 693.722 pessoas, após o primeiro governo de Nicolás Maduro. Estipulando ao todo, que nesses últimos anos, quase 8 milhões deixaram o país, cerca de um quarto da população total, estimada em 32 milhões de habitantes. Nos últimos dias, após as eleições, pelo menos 1.115 venezuelanos já entraram no Brasil.
O novo fluxo deu início logo após o Conselho Nacional Eleitoral (CNE) proclamar Maduro para seu terceiro governo. Na segunda-feira (29/07), após a proclamação, 50 venezuelanos chegaram ao Brasil. Nos dias seguintes foram 82 (30/07), 103 (31/07), 184 (01/08), 253 (02/08), 201 (03/08) e 242 no domingo (04/08). Os dados da segunda-feira (05) ainda não haviam sido contabilizados.
Em levantamento do governo federal, em março deste ano, foi calculada a presença de venezuelanos em 1.056 municípios do país. A estimativa é que esse número continue a crescer nos próximos dias, enquanto o impasse na divulgação do resultado das urnas não for resolvido. O candidato da oposição, Edmundo González, apoiado pela líder María Corina Machado, mantém-se firme, exigindo a apresentação das atas – que até então o CNE não liberou – certos de que González é o novo presidente eleito da Venezuela.
No período de 2016 até junho de 2024, 9% dos atendimentos da rede pública de saúde brasileira foram para pacientes venezuelanos. Nasceram no Brasil 14 mil bebês de pais venezuelanos, em Roraima, e 35 mil crianças venezuelanas estudam na rede estadual de educação. Para a venezuelana Estefânia Alcala, trabalhadora autônoma, “todo venezuelano está esperando o governo sair para melhorar. Eu acredito que todo mundo queira voltar para nosso país”, afirmou ela, em entrevista à TV Globo.





























