sexta-feira, 15 de maio de 2026 – 23h14

Governo adia Concurso Unificado em todo o país

Chuvas no Rio Grande do Sul pressionam cancelamento do certame
Foto: AgênciaBrasil/Divulgação/Concresul
Situação de calamidade se agravou no Rio Grande do Sul Foto: AgênciaBrasil/Divulgação/Concresul

O governo federal adiou o Concurso Nacional Unificado em todo o Brasil. As fortes chuvas no Rio Grande do Sul pressionaram o cancelamento do certame, marcado para domingo (5). O estado entrou em situação de calamidade pública na segunda-feira (2). O Ministério de Gestão e Inovação em Serviços Públicos havia afirmado que seriam adotados esforços para garantir a aplicação das provas no estado, junto às demais unidades da federação. A realização do certame foi questionada por candidatos do concurso, parlamentares gaúchos e o governador do Estado, devido à gravidade da emergência climática na região. Não há previsão de nova data para realização das provas.

Hoje, mais cedo, o ministro-chefe da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, Paulo Pimenta, havia informado que o governo avaliava adiar as provas no Rio Grande do Sul. As chuvas extremas já causaram 31 mortes no estado e 74 pessoas estão desaparecidas. São pelo menos 235 municípios afetados e 185 bloqueios em estradas. Uma segunda compota de segurança se rompeu na zona norte de Porto Alegre, na tarde desta sexta-feira (3). 

A ministra da Gestão e Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck, confirmou, em coletiva de imprensa, na tarde desta sexta-feira (3), que o Concurso Unificado será adiado, sem previsão de definição de nova data. A decisão buscar garantir a isonomia do certame e a segurança de todos os candidatos.

“O que nós percebemos hoje é que seria impossível realizar prova no Rio Grande do Sul. A gente fez de forma coletiva uma análise, o Ministério da Gestão, junto com a advocacia Geral da União, Defensoria Pública da União e Procuradoria-Geral do Estado. Analisamos as condições de realização das provas neste momento. A gente ainda achava que poderia ter forças federais que pudessem garantir a aplicação, mas, como eu disse, o agravamento da situação inviabilizou completamente. A solução mais segura para todos os candidatos é de fato o adiamento da prova”, afirmou. “Toda questão logística envolvida com a prova não nos permite hoje dar uma nova data com segurança”, disse.

Seriam mais de 81 mil candidatos que fariam prova em 10 municípios gaúchos. Em todo o país, estão inscritos mais de 2,1 milhões, que disputarão 6.640 vagas para 21 órgãos federais, com remuneração inicial de até R$ 22,9 mil. O edital do concurso não previa o adiamento de provas em caso de calamidade pública. O coordenador de logística do Concurso Nacional Unificado, Alexandre Retamal, disse em entrevista à Folha Dirigida, publicada em 25 de abril, que governo não contava com a possibilidade de reaplicação. “Nossa expectativa e o nosso trabalho é para que isso não aconteça”, afirmou.

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