O mapa da Amazônia Legal, divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), causou estranheza entre especialistas no assunto. Além de apresentar erros de grafia, como a inversão das siglas de Mato Grosso (MT) e Mato Grosso do Sul (MS), a publicação também omite dados geográficos e descumpre a legislação vigente. O mapa não traz a linha do paralelo 13º Sul, que delimita partes de Tocantins e Goiás, acrescidas à região. Produzido em 2024, o material não inclui, ainda, a sigla do estado do Acre (AC), substituindo a informação pelo nome da capital, Rio Branco.
A Amazônia Legal é uma área geopolítica que abrange 5,0 milhões de km², correspondendo a 59% do território brasileiro. A região é composta pelos estados de Acre, Amapá, Amazonas, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima, Tocantins e parte do Maranhão. O Código Florestal de 2012 consolidou a delimitação geográfica e jurídica, definindo também as zonas situadas ao norte do paralelo 13º S, nos estados de Tocantins e Goiás, e ao oeste do meridiano 44º W, no Maranhão, como parte da região.
Erros cartográficos em documentos oficiais afetam diretamente a gestão e a confiança na produção de dados públicos. De acordo com o portal Geocracia, especialistas consideram que o órgão deve revisar imediatamente o material e republicar o mapa com correções cartográficas, menção explícita da legislação aplicável e destaque visual às linhas geográficas, estabelecidas em lei. “O rigor técnico é indispensável, sobretudo quando se trata da principal fronteira ambiental do país”, afirmou pesquisador de geoinformação.
A área tem papel estratégico na implementação de políticas ambientais, climáticas e de regularização fundiária, acesso a crédito, zoneamento ecológico-econômico e relatório de acordos internacionais. A delimitação visa à garantia da soberania nacional sobre uma extensão, que inclui os biomas Floresta Amazônica, Cerrado e Pantanal, além de comunidades tradicionais.
*Com informações do portal Geocracia





























