sexta-feira, 15 de maio de 2026 – 00h37

Interpol comunica maior operação contra tráfico humano já realizada

Liberterra II prendeu 2.517 envolvidos e libertou 3.222 potenciais vítimas do crime
Foto: Reprodução/Interpol

A Organização Internacional de Polícia Criminal (Interpol) comunicou, nesta quarta-feira (6), que realizou a maior operação contra o tráfico de seres humanos. A Operação Liberterra II resultou na prisão de 2.517 pessoas e no resgate de 3.222 potenciais vítimas. A ação ocorreu entre 29 de setembro e 4 de outubro em 116 localidades, entre países e territórios.

Entre os crimes, estão incluídos trabalho forçado de menores em fazendas na Argentina; de emigrantes em discotecas na Macedônia; de mendigos no Iraque; e de empregados domésticos no Oriente Médio. A Liberterra II identificou “17.793 migrantes em situação irregular”. Das prisões realizadas, 850 estão diretamente relacionadas ao tráfico de seres humanos. A Interpol ainda destacou que esses são resultados preliminares.

No Brasil, uma investigação sobre rede de traficantes de drogas revelou que seus integrantes também atuavam como “coiotes” na intermediação na entrada de migrantes nos Estados Unidos. “O tráfico de seres humanos está cada vez mais associado a outras formas de criminalidade, utilizando frequentemente os mesmos grupos e rotas criminosas”, destacou a Interpol, com sede em Lyon, na França.

Golpes online

Golpes cibernéticos também foram descobertos. “Em muitos casos, as vítimas são atraídas por falsas promessas de emprego e são mantidas no local através de intimidação e abusos”, disse no comunicado. Nas Filipinas, foi realizada busca em um armazém onde mais de 250 pessoas, a maioria chineses, eram coagidos a participar de golpes sentimentais em escala industrial.

No Mali, a operação identificou 24 togolesas, forçadas a participar de um esquema comercial, eram mantidas contra sua vontade, atraídas pela promessa de um emprego no exterior. Já na Costa Rica, a líder de uma seita foi presa por exploração infantil, trabalho forçado e violência física e psicológica.

“Em sua busca incessante por lucro, as organizações criminosas continuam a explorar homens, mulheres e crianças, muitas vezes repetidamente”, lamentou o secretário-geral da Interpol, Jurgen Stock, acrescentando que “apenas uma ação coordenada pode combater essas ameaças”.

Jurgen Stock está em seu segundo mandato à frente da Interpol, e será substituído pelo brasileiro Valdecy Urquizava durante a assembleia geral anual da organização, que está sendo realizada em Glasgow.

Com informações de RFI/AFP

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