O Japão está enfrentando uma infecção bacteriana grave e raramente diagnosticada que se tornou mortal em muitos casos, uma Síndrome do Choque Tóxico Estreptocócico (STSS). Foram registrados 941 casos, relatados em 2023. Até o dia 2 de junho deste ano, segundo o Ministério da Saúde nipônico, foram registrados 977 incidentes este ano, causando preocupação nacional devido à elevada taxa de mortalidade associada de aproximadamente 30%, com infecções identificadas em todo o País.
A maioria dos casos de STSS é causada pela bactéria Streptococcus pyogenes, ou estreptococo do grupo A. Inicialmente se manifesta por meio de sintomas de febre alta, dores musculares e vômitos. Pode causar dores de garganta, principalmente em crianças. Muitas pessoas são assintomáticas. No entanto, podem evoluir rapidamente para quadros muito mais graves, como pressão arterial baixa, inchaço severo e falência de múltiplos órgãos, casos em que o paciente entra em estado de choque.
O tratamento ocorre por meio antibióticos; porém, em pacientes com a forma mais grave da doença, torna-se necessária uma combinação de antibióticos e outros medicamentos, com atenção médica intensiva. Assim como a transmissão da Covid-19, a contaminação se dá por gotículas e contato físico. A bactéria também pode infectar através de feridas abertas.
Segundo o Instituto Nacional de Doenças Infecciosas, “ainda há muitos fatores desconhecidos em relação aos mecanismos por trás das formas fulminantes de estreptococos, e não estamos no estágio em que podemos explicá-los”.
Apesar do aumento de casos, os especialistas ainda investigam as causas do crescimento no número de casos. Segundo o professor Ken Kikuchi, da Universidade Médica Feminina de Tóquio, a explicação pode estar relacionada ao enfraquecimento geral do sistema imunológico motivado pelas mudanças ocorridas após a pandemia de Covid-19.
Autoridades de saúde pública estão em alerta máximo, junto à sociedade japonesa, buscando as melhores vias para conter o surto, que já é considerado um dos mais críticos em décadas. A colaboração internacional e uma revisão das políticas de saúde após a pandemia também são consideradas chave para entender e controlar o surto no país.





























