segunda-feira, 27 de abril de 2026 – 08h51

Marinha envia maior navio de guerra da América Latina para resgate de vítimas no RS

Capitania da Esquadra parte da Base Naval do Rio de Janeiro em direção à cidade de Rio Grande na quarta-feira (8)
Foto: Divulgação/MarinhadoBrasil
Navio-Aeródromo Multipropósito (NAM) “Atlântico” / Foto: Divulgação/MarinhadoBrasil

A Marinha do Brasil vai enviar o maior navio de guerra da América Latina ao Rio Grande do Sul, para ajudar no resgate de vítimas e no transporte de suprimentos em vias alagadas. A esquadra parte na quarta-feira (8), da base naval do Rio de Janeiro, em direção à cidade litorânea de Rio Grande (RS). O Navio-Aeródromo Multipropósito (NAM) “Atlântico” mobiliza quatro navios, 20 embarcações, doze aeronaves e duas estações móveis para tratamento de água potável, capazes de produzir 20 mil litros de água por hora, além do contingente de centenas de militares. O Rio Grande do Sul tem 388 municípios atingidos pelas fortes chuvas que castigam o estado desde a quinta-feira, 28 de abril.

Além do NAM “Atlântico”, três aeronaves, o Navio de Apoio Oceânico “Mearim” e o Navio-Patrulha Oceânico “Amazonas” seguirão com destino ao estado nesta terça-feira (7). Na quarta-feira (8), a Fragata “Defensora”  levará um carregamento de doações e suprimentos. Quarenta viaturas e 200 militares Fuzileiros Navais devem atuar na desobstrução das vias de acesso. O estado se encontra com 158 estradas bloqueadas. As equipes de resgate aéreo receberão o reforço de mais oito aeronaves, além das quatro que permanecem de prontidão no estado. Serão doze helicópteros no total.

O boletim da Defesa Civil do Rio Grande do Sul, publicado nesta terça-feira (8), às 9h30, contabiliza mais de 1,3 milhão de pessoas afetadas pelos temporais que devastaram o estado. As inundações afetaram 388, das 497 cidades gaúchas, com 336 delas em situação de calamidade pública, reconhecida pelo governo federal. São 435 mil pessoas sem acesso à energia elétrica. O número de mortes subiu para 90 e de desaparecidos para 132. Mais de 155 mil pessoas estão desalojadas e um número superior a 48 mil, em abrigos.

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