A mulher, que levou um idoso falecido à agência bancária, no Rio de Janeiro, para fazer um empréstimo de R$ 17 mil, foi beneficiária de programas do governo federal por oito anos. Presa em flagrante por furto mediante fraude e vilipêndio a cadáver, Érika de Souza Vieira Nunes já teria recebido R$ 30 mil em benefícios. Os repasses aconteceram entre 2013 e 2020. A informação foi divulgada pelo colunista Paulo Cappelli, do jornal Metrópoles, nesta quarta-feira (17).
Em 2020, ela fez parte de dois programas sociais simultaneamente. Érika foi beneficiária do Bolsa Família desde 2013. Do programa de transferência de renda, ela recebeu R$ 22,1 mil ao longo de oito anos. Ainda em 2020, foi contemplada com nove parcelas do Auxílio Emergencial, concedido no período de pandemia da Covid-19. As transferências chegaram a R$ 1,2 por mês. Em 2021, ambos os benefícios foram cancelados.
O caso
A defesa de Érika, de 42 anos, alega que o homem, identificado como Paulo Roberto Braga, de 68 anos, chegou vivo à agência bancária de Bangu, na zona oeste do Rio de Janeiro. A tentativa de fraude foi registrada em vídeo, quando ela segurava a cabeça do idoso e pedia que ele assinasse o empréstimo. O homem estava pálido, sem qualquer reação, sem conseguir sustentar a cabeça, sentado numa cadeira de roda.
Os funcionários chamaram o Serviço de Atendimento Médico de Urgência (SAMU) ao perceberem o estado do idoso. Após o médico do SAMU identificar que Paulo já estava morto fazia algumas horas, a polícia foi chamada. Érika foi detida e encaminhada a 34ª DP, em Bangu. O caso segue sob investigação a fim de apurar as circunstâncias da morte e esclarecer os fatos relacionados à tentativa de empréstimo.
O fato repercutiu na imprensa internacional nos veículos Daily Star, Daily Mail, The Mirror, Le Parisien e La Nación. O Daily Star comparou a cena ao filme “Um morto muito louco”.





























