sexta-feira, 15 de maio de 2026 – 19h26

Número de trabalhadores sindicalizados cai para menor patamar desde 2012

Em 2023, apenas 8,4 milhões de empregados estavam associados às centrais sindicais
Foto: Internet

O número de trabalhadores sindicalizados no Brasil caiu para o menor patamar desde 2012. Apenas 8,4 milhões de empregados estão associados às centrais sindicais. O número corresponde a 7,8% dos profissionais brasileiros, no total 100.7 milhões de pessoas ocupadas no país. Em 2022, o valor da série histórica correspondia a 9,1 milhões de pessoas. Os dados foram divulgados, nesta sexta-feira (21), no relatório de “Características adicionais do mercado de trabalho”, em 2023, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

As quedas afetaram os setores público e privado. Os funcionários públicos, inclusive servidores estatutários e militares, equivaliam a 19,9% em 2022. No ano seguinte, a taxa caiu para 18,3%. Mesmo assim, correspondem ainda ao maior grupo de trabalhadores sindicalizados no Brasil. Já no setor privado, os empregados com carteira assinada registravam número de 11,0% em 2022, tendo redução para 10,1% em 2023. “Para os pesquisadores, isso indica que a queda na sindicalização atinge todos os segmentos da ocupação, sejam públicos ou privados”, diz o relatório.

Desde 2012, quando teve início a série histórica, as maiores quedas foram nos grupamentos de transporte, armazenagem e correios, de 20,7% para 7,8%; seguido da indústria geral, de 21,3% a 10,3%, e administração pública, defesa, seguridade, educação, saúde humana e serviços sociais, de 24,5% passando a 14,4%. Quanto ao trabalhador por conta própria, que corresponde a 29,9 milhões de pessoas ocupadas no país, apenas 4,5% estavam associadas a cooperativas de trabalho ou produto. O menor índice registrado na série.

O número de sindicalizados caiu em todos os níveis de instrução, especialmente entre os profissionais com nível superior “A maiores retrações foram registradas entre os trabalhadores que tinham superior completo (de 14,5% para 13,5%) e os sem instrução ou com fundamental incompleto (de 8,3% para 7,3%). Quando comparada ao início da série histórica, em 2012 (28,3%), a taxa de sindicalização no primeiro grupo caiu 14,8 pontos percentuais, a maior retração entre os grupos analisados”, esclarece o levantamento.

Em relação às regiões do país, os menores números foram registrados nas regiões Norte, com 17,3%, e Nordeste, apresentando 18,6%. As duas regiões contabilizam o maior número de trabalho informal no país. As maiores taxas de registro se concentram nas regiões Sul, com 45,2%, e Sudeste, mostrando percentual de 39,0%.

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