A Petrobras quer ampliar a participação em, pelo menos, 50% do capital na Braskem. A afirmação foi feita pelo presidente da estatal, Jean Paul Prates, em entrevista à agência de notícias EPBR, nessa terça-feira (7), em Houston, no Texas. A Novonor (ex-Odebrecht), atual controladora da petroquímica, está negociando a saída do ativo. A ideia é de que o novo sócio entre em “igualdade de condições” com a Petrobrás, que detém 36,1% do capital da companhia. Prates disse ainda que a estatal não descarta a compra de fatia da Novonor e a revenda posterior a outro sócio, num processo de farm-out.
A estatal tem direito de preferência caso decida vender ou ampliar a participação. “Essa é a nossa chance também de colocar no mínimo o co-controle dessa empresa, que é muito importante para nós, e na nossa visão de gestão atual, liderada inclusive pelo presidente Lula”, explicou. Segundo ele, a Petrobras está avaliando os potenciais sócios, mas não vai se envolver na decisão sobre a venda da parcela. “Ninguém que apareceu ali como proponente é problemático, é ruim. Então, cabe ao vendedor, que é Novonor, e aos bancos que são os credores, definir isso. A gente está deixando isso completamente livre”, destacou.
Na segunda-feira (6), a Adnoc, Companhia Nacional de Petróleo de Abhu Dhabi, desistiu da compra da fatia da Novonor. É a terceira empresa a recuar na aquisição de cotas majoritárias da mineradora. As ações da Braskem caíram 14,5% com a desistência da empresa árabe, uma das principais produtoras de energia no mundo. “Não havendo comprador, a gente pode até eventualmente fazer a aquisição e sair de novo, fazer um farm out, digamos assim, de participação nós mesmos. Ou podemos obviamente assistir a todo esse processo”, pontuou.
Para Prates, a desistência da Adnoc se relaciona a passíveis tributáveis e eventuais processos judiciais da companhia. Ele avalia que o recuo da Adnoc não se refere aos impactos ambientais causados em Maceió (AL), por ação de 35 minas abertas para extração do sal-gema. A Braskem esteve em operação na capital do estado nordestino desde a década de 1990 e levou à desestabilização do solo de cinco bairros da cidade. Cerca de 60 mil famílias residentes na área foram obrigadas a abandonar suas casas.





























