sexta-feira, 24 de abril de 2026 – 09h17

Projeto prevê uso de câmera corporal em vez de tornozeleira para monitorar condenados

Proposta obriga apenado a custear equipamento e vincula uso à progressão de pena
Foto: Foto: Reprodução/TJSC

Uma proposta  em análise na Câmara dos Deputados prevê o uso de câmeras corporais por pessoas condenadas, que cumprem pena em regime aberto ou semiaberto. O equipamento deverá ser custeado pelo próprio apenado, por meio do pagamento de multa. Quem não custear a ferramenta não será beneficiado com a progressão penal para regimes mais brandos. 

O autor do projeto, deputado Sargento Portugal (Pode-RJ), argumenta que as câmeras são mais eficazes do que as tornozeleiras eletrônicas. “Os passos do apenado poderão ser monitorados 24 horas por dia pelos órgãos de execução penal e de segurança pública, com o objetivo de alimentar banco de dados com informações”, afirma.

Atualmente, a Lei de Execução Penal, que é alterada pelo projeto, permite que o juiz determine o monitoramento eletrônico quando:

  • autorizar a saída temporária no regime semiaberto;
  • determinar a prisão domiciliar;
  • aplicar pena privativa de liberdade a ser cumprida nos regimes aberto ou semiaberto;
  • aplicar pena restritiva de direitos com limite de frequência a lugares específicos; e
  • conceder o livramento condicional.

O projeto será analisado pelas comissões de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado; e de Constituição e Justiça e de Cidadania, antes de ser votado pelo Plenário da Casa legislativa. Para virar lei, a medida precisa ser aprovada por deputados e senadores.

*Com informações da Agência Câmara de Notícias

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