De janeiro a agosto de 2024, foram registrados mais de 115.944 focos de incêndio em todo o território brasileiro. Desses, 4.950 ocorreram no estado de Minas Gerais, onde está localizada a bacia do Rio São Francisco e seus principais afluentes.
Um incêndio de grandes proporções atingiu o Parque Nacional da Serra do Cipó, uma das bacias do Rio das Velhas, o maior afluente em extensão do Rio São Francisco, com 761 km. Parte do fogo foi contido, mas outras áreas ainda estão em chamas.
Incêndios, em áreas próximas a nascentes, veredas e margens de rios, diminui a capacidade de infiltração da água no solo, o que compromete o abastecimento do lençol freático e reduz a capacidade do solo de reter água, aumentando o risco de problemas hídricos futuros.
O presidente interino do Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco (CBHSF), Marcus Polignamo, falou sobre os impactos ambientais dos incêndios nos recursos hídricos.
“Um campo devastado, uma terra arrasada diminui a possibilidade de armazenamento de água, o que significa que, quando houver o período de chuva, a possibilidade de recarga do subsolo diminui. Daí para frente, você terá um ciclo vicioso ruim”, explicou.
Essa agressão nas áreas de recarga das bacias inicia quase sempre com ação humana. “As queimadas têm um fator humano importante. Normalmente, a mão do homem é que inicia esse processo que, muitas das vezes, acaba saindo do controle. Não temos rios vivos e cheios em terras devastadas. Isso é uma situação crítica”, lamentou.





























