sexta-feira, 15 de maio de 2026 – 10h46

Relatos inéditos de avistamento de OVNIs são divulgados pelo Arquivo Nacional

Somente em 2023, cerca de 30 casos foram reportados ao Cindacta, organização vinculada à FAB
Foto: Reprodução/Internet

O Arquivo Nacional divulgou relatos inéditos de pilotos brasileiros sobre avistamentos de OVNIs (Objetos Voadores não Identificados) no espaço aéreo nacional. Somente em 2023, cerca de 30 casos foram reportados ao Centro Integrado de Defesa Aérea e Controle de Tráfego Aéreo (Cindacta), organização vinculada à Força Aérea Brasileira (FAB).

A maior parte dos relatos se refere a aparições ocorridas nas regiões Sul, Sudeste, Nordeste e Norte. As descrições não afirmam se tratar de objetos extraterrenos, como os chamados discos voadores, mas são capazes de gerar relatórios oficiais sobre o assunto, pelas suas peculiaridades e recorrências. O Fundo Objeto Voador Não Identificado, do Arquivo Nacional, possui 974 arquivos públicos acerca do tema.

Relatos em 2023

Os relatos divulgados trazem descrições variadas que causam espécie. Frase como voava “dez vezes mais rápido que um avião comercial” para se referir a uma luz, nas cores vermelha e verde, em formato circular de “uma bola pequena a grande”, que variava de tamanho. Ou ainda sobre luzes brancas intermitentes, que voavam numa velocidade “muita rápida”, “no mínimo 8 mach”, o que corresponde a oito vezes a velocidade do som, foram trazidos por pilotos da aviação nacional.

É possível perceber que as aparições, ocorridas em diferentes meses, apresentam pontos em comum, como voavam “um palmo e meio acima” da aeronave a “três ou quatro vezes a velocidade do som”. Ou “o objeto realizava movimentos circulares, tinha forma semelhante a uma estrela ou um farol, emitia luz branca e por vezes tinha cor de uma sombra avermelhada”. Um dos piloto, que viu dois objetos estranhos em formato de uma estrela, ao registrar o fenômeno, percebeu que eles não apareciam nos vídeos ou nas fotografias.

Alguns relatos se referem a voo feitos por, pelo menos, duas grandes companhias aéreas nacionais, nos meses de janeiro, fevereiro, abril, julho, agosto e novembro de 2023. Os objetos, ou luzes, causaram espanto por “não corresponderem a um satélite, lixo espacial ou qualquer outro fenômeno conhecido”, constatou um dos pilotos.

A FAB informou que “todos os documentos, vídeos, fotografias, relatos, entre outros, disponíveis, no âmbito do Comando da Aeronáutica, sobre fenômenos aéreos não identificados, no período de 1952 a 2023, já foram transferidos para o Arquivo Nacional, onde são de domínio público”.

“Em complemento, o Comando da Aeronáutica informa que não realiza estudos e análises acerca do tema, apenas cataloga as informações prestadas por terceiros e as remete, periodicamente, ao Arquivo Nacional”, explicou o ramo militar do Ministério da Aeronáutica.

O Fundo

O Fundo Objeto Voador Não Identificado explica que a denominação OVNI “serve para designar qualquer objeto voador que não teve sua origem identificada de maneira imediata. Ou seja, podem ser satélites, drones, balões, fenômenos naturais, entre outros.” A primeira ocorrência está datada de 1952. O fundo pode ser acessado através do Sistema de Informações do Arquivo Nacional (SIAN).

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