Queridos Leitores,
E como disse Gonzaguinha: ’Setembro passou, outubro e Novembro, já estamos em Dezembro , meu Deus ai que dó…’ e sim acho que todo final de ano é assim,” ‘ô dó’ que esse ano não consegui fazer isso ou aquilo, mas tem ‘paroano’!” Esse é o pensamento de nós, seres humanos, sempre esperançosos que ‘temos todo tempo do mundo’ como disse Renato Russo nos anos 80!


Já faz muito tempo que encaro a vida como sendo um dia após o outro e minha maior esperança se guarda ao despertador que uso para ser acordada todas as manhãs, pois sou esperançosa que Deus me dará mais um dia! E ao abrir os olhos todos os dias me sinto agradecida, por tê-lo feito; me sinto feliz, por ter acordado e ganho outro dia e me sinto realizada pois minha esperança se concretizou! Daí em diante viverei aquelas novas horas que me foi concedida, vivendo intensamente, mesmo aquele dia de preguiça que não quero fazer nada, pra mim continua sendo viver intensamente!


Ano passado, fui nessa casa que fica no condado de Suffolk, a Ickeworth House, e fiquei até chateada comigo pois não marquei para visitar dentro da casa pois acreditava que podia fazê-lo lá, porém eu estava errada e só pude explorar os jardins, o lado de fora da casa e a linda Igreja, e foi assim que cheguei à conclusão de que não precisava entrar na casa para ficar em paz, porque na realidade eu faço esses passeios para isso mesmo, encontrar a paz, e as fotos que faço me levam de volta a ela, a paz tão desejada! Conhecer dentro da casa não altera o sentimento de estar lá no local visitando o lugar.




E como sempre vou contar um pouco da história dessa casa. No começo era somente um lugar de assentamento de 16 famílias , 200 anos depois a coroa deu permissão à Thomas de Ickworth para criar no local um parque de veados (deer). Acredita-se que ele, o Thomas, foi responsável pela fundação da igreja do século XIII, cujas partes fazem parte da igreja de Santa Maria que hoje está lá. Por volta do século XV o local que já tinha uma casa e pertencia à família Drury, outro Thomas, dessa vez Hervey, casou com a Jane Drury e o local ficou na família Hervey por mais 5 séculos. Em 1700, John Hervey herdou a propriedade, e como ele era um aristocrata e que mais tarde virou o primeiro conde de Bristol, derrubou a velha casa e mandou construir uma nova, porém a casa que hoje está lá foi renovada pelo quarto conde de Bristol e ele quis que a casa unisse a magnificência com a conveniência. O quarto conde era muito viajado, e tinha uma coleção de arte enorme. Ele trouxe arquitetos italianos para fazerem o projeto da casa que é única até hoje aqui na Inglaterra, porém seu ‘tesouro’ foi confiscado pelo reino Napoleônico e ele morreu tentando resgatar sua coleção e nunca terminou a construção da casa.



Então seu filho e herdeiro, Frederick quinto conde de Bristol (mais tarde 1o Marquês de Bristol), terminou de construir a casa e criou duas asas, a asa leste e a asa oeste. A asa leste era onde a familia morava, a oeste não tinha nada dentro, muitas vezes usada como depósito, mas foi construída para dar simetria e eventualmente em 2003 ela parou de ser depósito. A parte redonda do projeto original era um salão de festas, galeria, simplesmente para impressionar os visitantes. Ela passou a ser parte do National Trust em 1956 quando o 4o Marquês entregou a casa ao tesouro como forma de pagamento de dívidas e este passou-a para o National Trust. Em 2002 a asa leste da casa foi inaugurada como um hotel de luxo, e em 2005 finalmente a asa oeste foi terminada e hoje em dia tem um centro para visitantes, um restaurante, uma loja e vários salões para eventos. Vou parar por aqui pois como sempre tem muita história e eu conto o que acho mais interessante.



Era Novembro, quase fim do outono, a luz começa a ficar meio que prateada, não sei explicar. As fotos parecem que são tratadas pelo sol e deixa tudo mais bucólico com aquele ar de paz e tranquilidade! Foi o último passeio que fiz em 2022! Em outubro tinha voltado a trabalhar, ainda não tinha idéia das injustiças que ia sofrer no trabalho, e segurei a onda pois dentro de mim eu guardava toda aquela paz que eu sentia e sinto quando faço meus passeios, que chamo de aventuras… Deus sabia o que estava fazendo e tenho certeza que se eu não fosse assim, aventureira, eu já teria sucumbido às coisas não tão boas que aconteceram comigo!


Me sinto privilegiada em ser essa aventureira pois isso me torna uma pessoa positiva, com uma visão muito além do horizonte, como diz Roberto Carlos, pois sei que para viver em paz você não precisa de um lugar físico e sim um lugar dentro de você que valoriza desde o mais bonito ao mais feio!


E o privilégio maior é poder escrever sobre minhas aventuras, revivê-las, mostrar as fotos, rir de minhas mancadas, fazer vídeos e ter vocês viajando comigo!


Deixo vocês com as fotos do lugar e o vídeo! Quero deixar também com uma pergunta: ‘Qual o lugar, além do seu horizonte faz você viver em paz?’
Até a Próxima!
Aída
02/12/23
PS: Ficarei muito feliz em ler suas respostas da minha pergunta aqui nos comentários!

Essa é a paz que quero,
Essa é a paz que preciso,
Essa é a paz que libero,
Essa é a paz que aviso!
Imponente e silenciosa,
Transparente e reflexiva,
Frágil e vigorosa,
Pois assim vale a pena estar viva!
Aída 08/11/22






























Respostas de 13
Aída, a cada história fazemos uma viagem com você.Temos que agradecer pelos conhecimentos que adquirimos.
Grata 🙏🏼 Rosângela! É um prazer poder mostrar as coisas lindas que vejo por aí! Volte sempre! 😘