Queridos Leitores,
Para minha vida, o mês de Junho, a partir do dia 27, é o meu Dezembro! Sinto que minhas voltas ao redor do sol são tão importantes quanto as voltas da terra! E foi por isso que comecei a colocar aqui como eu saí do ano 58 e entrei no ano 59, numa trilogia (3 dias) de 4 matérias e 4 vídeos, pois o dia do meio foi o dia que começou essa volta que está perto de acabar!
Hoje vou escrever sobre o que fiz naquela tarde e noite. Uma tarde para rever lugares e lembranças de um passado longínquo cheio de subidas e descidas que me levaram à terras lusitanas que foram as portas de uma aventura que eu não tinha ideia que ia ser a minha vida daquele momento em diante. E de noite, foi hora de comemorar a entrado do meu novo ano!


Depois da visita à casa do poeta, voltei para o hotel, tomei um banho (o segundo do dia) para refrescar, pois o tempo estava muito quente, e como já expliquei antes, o calor daqui desse lado de cima é calor de deserto, seco, que lhe esquenta e leva a sua alma para junto do sol… rsrs. Comi uma besteira nos arredores do hotel e lá vou eu pegar o ônibus que me levou até a torre de Belém!


A cidade estava cheia de jovens do mundo inteiro, em todo lugar se via o pessoal que estava trabalhando nesse grande encontro de jovens católicos e que o Papa chegaria no dia 2 de Agosto. A cidade estava ‘pipocando’ de gente e de alegria, uma atmosfera muito legal e eu estava ali para sentir e fazer parte desse momento, porém eu ia voltar pra casa no dia 29 de julho… mas só pelo astral que estava já valeu, e eu pude até fantasiar que aquilo tudo era por minha causa…rsrs e quem iria contestar? O Papa? Me poupe, a fantasia era minha e pronto… rsrs
Como da primeira vez que vi a Torre de Belém, fiquei encantada com tanta beleza, lembrei da mamãe me dizendo que deveria subir na torre e mandar um beijo para o Brasil, e da primeira vez eu subi, mas dessa vez, fiz de fora mesmo… com certeza meu beijo chegou do mesmo jeito que as lembranças… ‘o melhor lugar para se chegar na Europa, é por Portugal’, disse ela. Fiquei ali pensando em tudo que passava na minha cabeça 33 anos antes, quando eu larguei tudo e vim embora sozinha, das duas uma: ou eu era sem noção ou era corajosa… acho que na verdade eu tive coragem pois não tinha noção!


Da torre saí andando até chegar no ‘Padrão dos Descobrimentos’, um lindo monumento em homenagem aos áureos tempos das navegações e conquistas de Portugal! Depois de tirar umas fotos, continuei andando pela beira do rio e terminei tendo que voltar um pouco e atravessar um lindo parque para chegar no Mosteiro dos Jerónimos e para minha surpresa eles deram uma limpada nele… dessa vez não entrei nem na torre nem no mosteiro, mas lembro muito bem do lugar. Não fui no parque das Nações, só passei por fora, não tive energia para andar, preferi sentar num parque debaixo de uma árvore e observar… depois que tirei fotos do mosteiro continuei andando e fui comprar uns pastéis de Belém ou de nata. Não vou tentar explicar aqui o quão gostoso é esse negócio, uma empadinha com massa de pastel e um recheio dos Deuses…




Daí estava chegando a hora de ir encontrar uma brasileira que nos conhecemos em Londres, mas hoje ela mora lá em Lisboa, ali naquela área.
Combinamos de nos encontrar num local chamado Factory LX, e quando lá cheguei amei de cara, me lembrou um pouco de Camden Town aqui em Londres, só que bem menor e mais aconchegante. Muitos restaurantes e baladas, além de lojas que não tive energia de caminhar para ver tudo, já tinha andado bastante naquele dia.




Quando a Jackie chegou eu estava esfomeada, já sentamos e começamos a pedir uns coquetéis e uns aperitivos, depois jantamos, ela me contou como gostava de morar em Lisboa e que o marido dela, irlandês, já se sentia um local… rsrs. Ela me contou que o frio daqui de Londres foi demais para ela e afetou muito sua saúde mental e como ela trabalha com Direito Internacional, ela pode morar onde quiser, mas de vez em quando vem por aqui para reuniões com clientes e com a central da firma que ela trabalha. Ela depois de uns coquetéis começou a espalhar que era meu aniversário e o garçom, um brasileiro, trouxe um bolo de presente! Todo pessoal das mesas perto da nossa cantou parabéns, cada um em sua língua, e eu, como já estava bem bebinha me achei… olha aí, eu estava certa, a atmosfera da cidade estava alegre por minha causa!


Sinceramente, eu fiquei surpresa de como minha viagem estava sendo boa, apesar do preconceito que os lisboetas têm com os brasileiros (nem todos) eu me safava pois ninguém achava que eu era brasileira, talvez eu tenha adquirido um ar britânico, ou os meus maneirismos…

Para voltar ao hotel chamei um Uber, mas a louca da Jakie queria que eu fosse de patinete elétrico… rsrs…. sem conhecer o caminho. Rimos demais com as besteiras que falamos e fizemos!
Cheguei no hotel e encontrei uma surpresa, uma garrafa de espumante, um bolinho, um cartão e o que mais me chamou a atenção é que eles colocaram 3, digo três taças… será que eles esperavam que eu fosse fazer uma festa? Com aquela cama gigantesca…. rsrs

E foi assim que passei o meu aniversário em Lisboa, com desafios, descobertas, revisitando não só os lugares mas as lembranças e descobrindo o quanto eu fui e ainda sou corajosa, tenho que me orgulhar e sempre lembrar dessa coragem quando o medo quiser estragar minha felicidade!

Deixo vocês com o vídeo que dessa vez eu dou uma de guia turística, as fotos e o poema!
Até a Próxima!
Aída










Por aqui começou tudo,
Da história que sei,
Um futuro sortudo,
Um futuro que criei!
Vindo do azul,
Vinda do sul,
Procurando o meu norte
Em busca da sorte!
Além de Belém!
Aída
01/08/23






























Respostas de 16
Querido Robertinho!
Acredito que devemos sim, fechar todos os ciclos e abrir o próximo com muita esperança de que vai completar e com muita gratidão por tê-lo feito!
Desde meu aniversário de 8 anos que vivo intensamente pra viver por Adriana, e aos 42 essa intensidade aumentou pra manter o Rico vivo também!
É isso aí… 😘 os 60 vão ser ‘fiche’!
Querida Aída,
Estou a conjecturar que a aproximação de vossa celebração tem te deixado a mil. Como dizem os patrícios: ” Muito Giro!”, energia esfuziante e contagiante!
Gostei muito! Beijos Bob.