Queridos Leitores,
Nessa minha última coluna do ano vou fazer uma pequena retrospectiva do que aconteceu aqui, nesse espaço que eu converso com vocês desde o lançamento do jornal eletrônico Notícias do Centro.

Essa é a minha trigésima coluna. No começo fui aprendendo, sem ter noção de quantas fotos poderia colocar mas aos poucos fui pegando a manha, mudei o formato uma vez, para adaptar à minha instalação de poesia visual e que chamou a atenção de muita gente.

A fofoca aqui fica por conta de minha vida, eu gosto de contar meus ‘causos’ e sempre com uma pitadinha de drama, risos e muitas aventuras. Por causa dessa coluna me senti motivada a fazer meus passeios e agora no inverno vou começar a preparar os vídeos pra contar a vocês o que senti e o que vi em forma de poesias e muitas fotos. Eu acho que virei o pesadelo do Luis, diretor de fotografia do jornal, que cuida de minhas fotos com muito carinho, mas eu ainda acho coisa para perturbá-lo… rsrs

Esses últimos anos foram bem difíceis, não só para mim, eu sei, foi difícil para o mundo todo, mas eu só posso falar de minha experiência e normalmente eu tenho essa mania de esquecer as dificuldades e me apegar no que eu aprendi com elas e criar memórias desses aprendizados. No final de 2020 fui diagnosticada com câncer de mama, e durante as festas eu estava com covid e nem sequer pensei que ia chegar à 2021, e eu cheguei, daí eu me concentrei em sobreviver, mas no fundo eu pensava que não chegaria à 2022, e aqui estou eu escrevendo minha coluna de Ano Novo 2023/2024!


Desde que tudo aconteceu, eu foquei e foco, em voltar ‘à minha vida normal’, mas o que é normal? Eu agora não faço parte mais da maioria ‘normal’, mas sim da maioria de sobreviventes, eu sou uma estatística e isso me faz ver o mundo com outros olhos, não como eu via antes do diagnóstico. A coisa mais importante que aprendi com isso foi que coisas acontecem fora do nosso controle, mas o que fazem elas ruins é como você reage a elas.


Eu já entrei esse ano com várias coisas que estavam tirando minha paz, e mesmo na beira do abismo, eu fiz as malas e fui visitar minha sobrinha em Vegas, e ela me deu muita força me fez sentir amada e ter o carinho dela, foi o que fez a diferença para encarar de frente o que estava me tirando a paz! Em Março eu sucumbi e tive um colapso nervoso, nunca antes experimentado por mim. Eu, naquele momento perdi a vontade de viver, e foi essa frase que disse à minha médica e ela, estendeu sua mão me tirou do poço e me disse: lute, você está vencendo uma coisa que você não tinha como evitar que acontecesse, porque vai agora desistir quando você é a única pessoa que pode recuperar o controle sobre isso? E foi assim que essa luta (que ainda não posso falar dela pois está em andamento e não sei ainda se ganhei ou perdi) começou, e eu estou no controle! E não desistirei, vou até o fim!



O convite para escrever essa coluna veio no momento certo e escrevê-la virou uma forma de terapia para mim. Comecei a me ver como a “Carrie Bradshaw” de Sex in The City, onde ela escreve sobre sua vida e suas vivências, porém sem os sapatos Jimmy Choo, no lugar deles fotos, vídeos e poesias!



Quis começar fazendo uma homenagem a meu pai, e fui visitar o museu postal. Essa foi minha segunda coluna, a primeira foi uma poesia onde eu me apresento!


Depois fui visitar a Igreja do Templário , lugar mágico que me fez lembrar o livro Código de Da Vinci, talvez minha coluna mais tímida. Em seguida veio a coluna ‘Aprendizado’ e confessei a minha dificuldade em como conduzir essa coluna e mostrei também uma aventura com novos equipamentos fotográficos. Aos poucos estava tomando forma.


Em seguida veio ‘A Volta dos que Não Foram…’, onde falei de uma viagem que fiz com meu amigo Guilherme, que quando vem por aqui a gente vai sempre pra algum lugar fora de Londres. Essa também não teve poesia. Ai, na seguinte eu deslanchei, ’Poeta Visual’, explicando minha coluna e a enchi de poesia.


Aos poucos fui me sentindo mais segura, colocando mais fotos, escrevendo textos mais longos e terminando sempre com uma foto e a poesia que ela inspirou. As colunas ‘Gringa com Sangue Brasileiro!’, ‘Adeus ano 58, Feliz ano 59!’ E ‘Falando de Arte’ mostram bem que estava começando a relaxar. Essas foram as 10 primeiras!


Na segunda dezena de colunas eu tive uma resposta imensa na ‘Independência ou Morte’ em homenagem ao Brasil! Foi uma matéria que quase me matou…rsrs, eu fui no Castelo de Dover, fiz fotos e vídeos, escrevi, editei as fotos e o video, um trabalho que pensei que não ia conseguir, e consegui pois eu queria um vídeo novo para falar do Brasil!


Agora já tinha achado meu formato, queria prender mais as pessoas nas leituras, comecei a só relacionar uma coisa às minhas aventuras, mas deixei de resumir , eu falo muito, então me acho incompleta se não escrevo os detalhes.
Nessa última dezena, falei de mamãe, falei de amores, falei de aventuras mas a que mais gostei foi a ‘Balbúrdia no Jardim’ uma poesia visual que tinha feito no Instagram, mas que não fui entendida. Foi como uma instalação. Cada foto tinha sua estrofe e que foi muito bem recebida aqui, mas no Instagram ficou perdida… tentarei fazer mais assim!

Na coluna da semana passada tentei uma controvérsia, indo na Igreja que virou um mercado, pra mostrar que o que vale é o que está no coração, como para nós cristãos que aceitamos todos comemorarem o Natal, mas que sabemos que Ele é o motivo de tão linda festa de luz!

E chegamos a essa coluna, uma pequena revisão de tudo que escrevi, pensei e tentei estimular vocês meus leitores, a serem assim como eu: livres para voar! E posso até dizer que estou me descobrindo a cada linha escrita, cada foto publicada, cada vídeo, meus desenhos e minhas poesias… começo a pensar que sou como uma cebola, cheia de camadas e que também faço vocês chorarem! Rsrs

Ano que vem vou continuar aqui, mostrando a vocês os lugares que visito, o que sinto quando estou fazendo as fotos, as conversas que tenho com estranhos e das coisas que aprendo com tudo isso. Vivendo um dia de cada vez!
Ano que vem quero conquistar mais leitores, quero compartilhar de suas experiências, pois assim é a vida, alguns acumulam coisas outros momentos, e eu sou uma delas, pois momentos ficam com a gente para sempre e as coisas quebram e são jogadas fora!

Feliz Ano Novo para todos vocês que tem sido parte desses momentos que acumulo e que venham muitos mais momentos para todos nós!

Até a Próxima!
Aída

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Respostas de 14
Oi Aída, como sempre é muito bom lê os seus textos. Leves e cheios de vida. Um Ano Novo repleto de boas ideias para suas colunas. Feliz Ano Novo! Feliz vida!
Grata 🙏🏼 Tadeia, por seu carinho e seu apoio… sim, muitas ideias já borbulham na minha cabeça! E pra você também muita saúde e paz nesse novo ano! 😘