A verdade tem uma aura legítima, que habita nas fronteiras das doutrinas, das necessidades de nós animais, das culturas, dentro do convívio, do pessoal, grupal, social, virtual, que toca o íntimo da realidade, porque ela está nua. O que é para um, pode não ser para qualquer outro. Mas não deve um superar a outro(s) abruptamente, deve haver respeito recíproco, porque existem sempre outros, de lugares e cantos diferentes, de dança diferente, e sobretudo do humor. O humor diferente ou nenhum. Tem gente que não ri e outras que adoram rir, de tudo, a toa, as pessoas são adaptadas a seu modo de vida, cada um tem sua rotina e destino, e entre toda essa gente a liberdade, irmã quase gêmea da verdade, segue os mesmos limites.
A vulgaridade, a partir do quotidiano grotesco que se vive, a futilidade, que é estar a mercê, e a mentira, têm transformado o cotidiano em um campo de guerra. É o outro lado da verdade, daquela que não se adequa às exigências por ter um convívio mais convencional, os entraves entre as culturas e os tabus, o que é imposto sobre todos, como sociedade. O momento é de conflitos ínfimos, que tocam na pele e, ao mesmo tempo, abraçam uma nação, diante de um gigante globalismo, e toda uma movimentação paralela, no campo minado que se pisa, de quando se bota o pé fora de casa e quando se volta para casa, com a televisão sempre ligada, bombardeados por todos os lados, em todos os sentidos dos seres humanos que somos.
Se pondo no lugar de um jornalista, que é responsável pela sua verdade, e de alguém que não é da profissão, que também é responsável pela verdade que diz. O universo virtual proporcionou isso, um campo aberto de relações diretas onde as disputas das informações inundam as redes sociais, ambiente mais frequentado pela população mundial, bem mais que a televisão, os aplicativos são os campeões em audiência, no jogo das influências. Para o papel do jornalista, que tem por essência a investigação, e investigação não tem só um lado, uma verdade. Daí as restrições, que por efeito censuram outras verdades, quando um outro jornalista investiga e as descobre, e por efeito político se envolve num processo como notícia inverídica.
Coitada da verdade, nuinha, sem saber sequer para onde ir, com a vergonha à mostra. Mas é política global. É uma guerra silenciosa e fugal, que atinge ao eu, aos grupos e multidões, nações, bancos e indústrias, o poder, do grande circo armado, de tudo que se evoluiu, como a linha que conduz uma raia, uma linha que define uma verdade, de repente o vento a poca, então a raia cai num telhado qualquer ou fica enganchada, pendurada em um fio. Mas ela lá está, ainda é um fato. Assim tem se assistido no mundo, de verdades que se perdem e mentiras que fulguram, numa rotina midiática ampla. Como o vento que a raia corta e sobe, dar linha à raia, à notícia, contra o vento, e se o vento é forte, tem que se confiar muito na linha, na fonte.
Acredite e veja se quiser. A mentira está em todo canto, nas palavras de juristas e políticos que administram Nações, está nos jogos virtuais, ‘liberados’, que invadiram as mentes de parte da população, nas indústrias dos remédios, nas publicidades, nos telejornais, na rede social. Imposições verídicas e inverídicas que corroem a resistência dos sentimentos. A grande massa, de tanta informação, mal consegue refletir o teor ou a qualidade. A ação evolutiva está sobre qualquer verdade, tudo se renova, é verdade, mas toda evolução tem resistência, tem a coragem do humano, do amor as partes e coisas que o pertence, da própria verdade, nua e crua, a contar com a integridade nessas relações confusas, do reino das tecnologias, por ser humano.





























