Os beligerantes invariavelmente não são os mais sábios.
Por trás de toda guerra, se ocultam os econômicos interesses escusos.
Na segunda guerra mundial, países que dispunham de campos de algodão e rebanhos de gado amealharam proventos para seus cofres, enquanto a juventude era trucidada e amputada no front de batalhas. Em pleno século XX a barbárie foi praticada de modo literalmente exaustivo.
A guerra é nociva, e deixa sequelas na humanidade. A guerra esgota, tortura e rouba.
Neste século XXI não faz sentido nenhum. Não cabe. Mas, estupidamente está a vigorar.
Das muitas perdas que a guerra impõe aos homens, nenhuma é pouca. Nenhuma é pequena. Nenhuma é transitória.
É fato notório o desgosto que tomou o cérebro do inteligentíssimo inventor do avião, o brasileiro Alberto Santos Dumont, quando sua criação foi utilizada como máquina de guerra.
A guerra é descabida, insana e fatídica. Na senda, não há volta.
Dentre as muitas e grandiosas perdas que o estado brutal da guerra já nos impôs, amigos leitores e pacientes urbaNAUTAS, está assinalado o desaparecimento do piloto francês Antoine de Saint – Exupéry, cuja aeronave a serviço dos correios foi abatido, e atualmente publicamente admitido, por um piloto combatente cujo estado mental de medo e alerta, provocou confundir com o inimigo. Mais uma missão esmagada pela violência.
Responsável por frases de amorosas gentilezas, Saint – Exupéry, reforçamos a memória dos urbaNAUTAS neste ponto ao citar “O Pequeno Príncipe” como um dos mais lidos e traduzidos livros de todos os tempos. Despontam relatos atuais que o Brasil, sua paisagem e seu povo pode ter servido de inspiração ao piloto escritor. Antoine foi um dos precursores no mapeamento de rotas aéreas por toda Europa, parte da África e das Américas, em um tempo que a escassez dos instrumentos de navegação dos ares era real, no braço e com o alcance visual nosso intrépido enfocado desbravou caminhos e constelações.
Inclusive sobrevivendo a panes e quedas.
Há registros de sua passagem pelo Brasil, cumprindo a missão da Aeropostale, o correio aéreo. Nossa Maceió é um dos pontos de pouso e até pernoitar na capital das Alagoas, esse herói fez. Fez amigos nas Alagoas, só esse fato quero acreditar, beneficia o território do Centro e da Mundaú com vistas aos programas turísticos em nossa Maceió. Turismo nos grandes centros é sobretudo feito e organizado por História.
Zé perri como era conhecido no Brasil, de espírito aventureiro e alegre fez muitos amigos, gostava da boa conversa, de baile, de pesca e de caça.
E cunhou com sabedoria: ” O essencial é invisível aos olhos, só se enxerga bem com o coração”.
Ó minha Maceió das máquinas voadoras, saúdo tua atmosfera, teus céus e teus ventos.










Maceió, Das Alagoas,
terça feira, 16 de abril de 2024
Fotos: internet e DP
Texto: RCF






























Respostas de 6
Quiçá a raposa do Pequeno Príncipe tenha sido inspirada nos nossos queridos cachorros caramelos, dóceis, amigáveis e fiés sempre. Talvez em algumas paradas tenha recebido a visita de algum caramelo… sempre que chegava ele já estava lá, esperando por ele.
É bem possível que esses dóceis companheiros, normalmente batizados com nomes de peixes, tenham servido ao intrépido piloto escritor, e a frase: “És responsável por tudo aquilo que cativas”, tenha sido fruto destes convívios caramelizados. Gostei demais da reflexão!
A maldade se multiplica… O amor esfria… O que aumenta é a ganância e os interesses políticos… Como já dizia Saint-Exupéry, o essencial é invisível aos olhos. As guerras nunca cessação, desencadeando o terror cada vez maior aos habitantes da terra. Mas tudo é necessário para que se cumpra o que está escrito. DEUS tenha misericórdia de nós🙌🙌 Belo texto meu amigo👏👏👏👏
Obrigado, Eduardo! Pelo presente e manifesto.
Que o Senhor nos conceda a paz e a misericórdia.
Obrigado pela atenção.
Querida Aída,
Quero agradecer imensamente sua presença atenciosa por aqui. Lembro muito dos aviões na Praça Sinimbú, naquele trecho redondo onde seguro por cabos, aeromodelistas executavam manobras. Você me fez lembrar que o muro com pré moldados cimenticios tinha a espada e a asa, símbolo da aeronáutica. Obrigado pelo comentário.
Deus nos conduza para a Paz.
Querido Robertinho,
Que coisa fantástica que você publicou, nunca soube desses pousoa nem do ‘Zé Perri’ nem dos pousos na lagoa e na praia da avenida, porém sempre achei curioso existir aquela pista de aeromodelos na praça Sinimbu, será que tem relação ? Adoro história, porém tenho horror à guerra, seja ela matando, ou intelectual, pois como você bem disse, ‘A guerra esgota, tortura e rouba’! Parabéns por mais uma matéria genial! 😘