quinta-feira, 30 de abril de 2026 – 08h21

CALA A BOCA JÁ MORREU

Caríssimos urbaNAUTAS, os convido a transitar por algumas máximas filosóficas, insistindo em busca do entendimento desses tempos que nos oferecem sabedoria, fabricação e exemplos da história. Este ensaio é um passeio, de breve roteiro sobre o poder dizer.

Buarque
Ramos
Gracindo
Lima

O francês Voltaire, cuja existência foi compreendida entre 1694 e 1778, com certeza acreditou na liberdade de expressão.

Representante da corrente do Iluminismo, François-Marie Arouet, filósofo mais conhecido como Voltaire, passou para a história com uma frase que sintetiza sua luta pelo direito à liberdade de expressão: “não concordo com o que dizes, mas defendo até a morte o direito de o dizeres”.

Ele e seus pares visavam poder divulgar com liberdade as ideias e convicções suas, sem que sofressem com a opressão e a perseguição de contrários.

Data de 1859, a publicação da obra de John Stuart Mill (1806-1873), esta busca consolidar a fundamentação dita moderna, do que se conhece como liberdade de expressão. Neste compêndio, estão alinhados argumentos tal qual o da preservação de uma arena livre para o embate de ideias.

“quando vossas excelências me escutam, se elevam”.

Ivo
Silveira

Entretanto, opiniões apontam que a escritora Evelyn Beatrice Hall, nascida na Inglaterra, é na verdade a autora da famosa frase atribuída a Voltaire, num livro homenagem, publicado em 1906, sob o pseudônimo

S. G. Tallentyre, que detalha a biografia do pensador denominada: “Os amigos de Voltaire”.

Já Immanuel Kant, proferiu: “O homem não é nada além daquilo que a educação faz dele”.

Arvoramos a pensar quais as ações que podem subsidiar a nossa forma de imaginar filosoficamente.

Já no célebre pensamento do filósofo político de Genebra, Jean-Jacques Rousseau, tornado conhecido mundialmente pelo ditame: “O homem nasce livre, mas por toda parte encontra-se acorrentado”.

Mas, é nas palavras do dinamarquês Soren Kierkegaard, precursor da escola Existencialista, que encontramos “As pessoas exigem liberdade de expressão para compensar a liberdade de pensamento que usam raramente”.

Há tanto por fazer e o tanto que se fez. Os luminares do século XX, brasileiros, nordestinos também deram a contribuição que são na verdade, legados importantes nas diversas áreas de atuação e sempre ousaram publicizar seus pensamentos. Bebamos nestas fontes para a necessária contribuição ao por vir.

Entendemos que se animais andam a solta sem focinheira, por que nós humanos usaremos mordaças? Erremos se for sem aviso, mas no erro não permaneceremos.

“R” acrílica sobre Canvas
“R” pormenor
Somos elos da mesma corrente

Maceió, Das Alagoas,
terça feira, 09 de abril de 2024

Fotos: RCF
Acrílica s/ Canvas: RCF
Texto: RCF

Respostas de 10

  1. Meu querido amigo irmão Robertinho, me reverencio diante de uma matéria espetacular em sua essência e em sua execução! Parabéns 🎈🎉🍾🎊! ‘Cala a boca já morreu, quem manda na minha boca sou eu’, não era de dizer muito isso na minha infância, mas escutei bastante…rsrs minha mãe dizia: ‘quem diz o que quer, ouve o que não quer’ ! Sempre preferi esse jargão, porque para tanto a pessoa tem que ter coragem para escutar a verdade, mas às vezes o silêncio fala mais alto… Graças à Deus nunca deixaremos que nos amordacem! Amei, amei e amei! Você usou sua genialidade perfeitamente! Tiro meu chapéu! 😘

    1. Minha querida amiga irmã Aída, retribuo a distinção com que fui distinguido. Obrigado pela atenção e incentivo. Sempre estou a pensar que ter argumentação é parte da tentativa de resolver as situações. Acredito que o bom entendimento deverá passar pela boa vontade das partes. Da aceitação e do benefício mútuo. Obrigado mais uma vez por incentivar esse seu fã. Fico feliz com a sua gentileza e generosidade. Bjo.

  2. Eduardo, bom demais ter vossa participação/ opinião. Exatamente meu amigo; aprender, escutar, indagar, dialogar com princípios e retidão.
    Obrigado pela atenção!

  3. Que saibamos ouvir… e entender… Mas sobretudo expressar nossa opinião. Com sinceridade, firmeza e consequentemente ser entendidos. Apesar de acorrentados a essas normas e costumes da sociedade decaída, não calemos nossa boca, forjando o caráter e construindo uma geração futura. Que essas máscaras caiam…

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