quinta-feira, 30 de abril de 2026 – 09h35

DE TUDO, UM POUCO

Neste mês de abril que nos chega, caríssimos urbaNAUTAS remanescidos após a Santa Páscoa, refeitos pelas nossas mensurações. Insistente a vida nos coloca em distintos patamares, são esses, as pausas que nos permitem as favorecidas miradas ao nosso redor.

Nesse momento principiar, as datas nos sinalizam como sendo de suma importância o dois de abril, pelos motivos tão necessários, quanto sublimes: Dia Internacional do Livro Infantil e Juvenil; Dia Mundial da Conscientização do Autismo.
De modo que a celebração e a perpétua lembrança nos ofereça oportunidades para promover, proporcionar, cultivar e incluir.

José Luandino Vieira

Em uma de suas bem elaboradas músicas, o pernambucano de São Bento do Una, Alceu Valença, canta: -“Querubim já fechou, morri de sede, meu amor… Como balanço de rede, no sonho do sonhador.” Espalhado pela grande Maceyork, há sobretudo, para os olhos que querem tocar e as mãos que querem ver, uma boa coleção de arte mural, azulejar, bustos, hermas, estátuas, em conformidade com as mensagens que os autores estão a passar. Muito embora, o estado de conservação deixa e muito a desejar. Estão espalhados por aí. Pela cidade que sorri. Talvez um sorriso espontâneo com dentes cariados.

Enquanto esperam pela revitalização da camada pictórica que esmaeceu, a vegetação de jardins suspensos se encarrega de ornar o espaço. Verde que te quero ver-te.
Muitas situações de exposição, carecem de informações, para o morador e para o turista. Boa iluminação direcionada ao monumento e a proteção necessária das intempéries deverão promover a atenção e reconhecimento necessários.
Todos os caminhos percorridos são sudários de nossos profanos passos, apressados ou lentos; descompassados e derrapantes. Tudo o que sobrar. Sobra.
Sementes fomos, somos colchas de retalhos unidos com suturas. Costurados à cru e soldadas pelo próprio organismo. Esse, cujo metabolismo endorfinado nos impele e compele. Sentimos a flor da pele, o que nos convém, aproxima e conversa. Somos todos ouvidos.
A arte nos preenche e nos alimenta; enquanto fruição que se materializa ao nos situarmos longe do objeto admirado e sentir o poder que nos acompanha. Na troca também deixamos algo que o símbolo agrega. Intangíveis laços de amálgama. A vida quer, a vida requer coragem e atenciosa paciência.
Se oriente, pelas palavras outras que as não ditas aqui. Vá!
Na carne trêmula, o trecho que é o desfecho. Na carne que perambula, a marca da pressão e a reverberação em ondas transpostas e transmitidas em frequências, frêmitos. A carne arde, em brasa, ferro, aço e granito. Exala e estala.
Sobre o tempo, sopra o vento.

Maceió, Das Alagoas,
terça feira, 02 de abril de 2024

Fotos: RCF
Aquarela s/ cartão: RCF
Aquarela s/ louça: RCF
Texto: RCF

Respostas de 4

  1. O que vemos, é a programação turística… nossos monumentos, estátuas,bustos,murais estão aos cuidados do tempo… construções e repartições; quartéis e igrejas também resistem às agruras cada vez mais constantes e intensas da mãe natureza. Movimentos sociais resistem como palhas de coqueiros ao vento nas praias… movimento intenso com o adaptar-se da humanidade. Nossos projetos já estão traçados. Salve-se quem puder. Como diz o colunista, a vida requer coragem, paciência, resiliência…

    1. Eduardo Rocha, que a nossa intenção educada de mostrar resista alcançando o melhor resultado.
      Sendo o despertar, o início da jornada, que as possibilidades acordem e realizem. Os resultados serão mais tarde, motivos de permanência ampliada. Abraço.

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